Perguntas Frequentes

 

Perguntas Frequentes

 

1.       Quais as medidas de prevenção em caso de Covid-19? 

As medidas que a população é recomendada a seguir em um momento de pandemia são as individuais, nas quais as pessoas devem se manter mais tempo em casa, evitar lugares de grande aglomeração e fazer uso de máscaras. Esta recomendação serve para frear a cadeia de transmissão da doença. Outros cuidados são as medidas de proteção conjunta que consistem na higiene das mãos, das superfícies (maçanetas das portas, objetos compartilhados, mesas, utensílios) e na etiqueta respiratória para evitar repassar gotículas a frente. 

2. Quando eu preciso usar máscara? Pode ser de tecido?

O uso de máscaras em espaços públicos e estabelecimentos comerciais é obrigatório na Paraíba, de acordo com o decreto 40.217. A orientação é de que a população mantenha o isolamento, mas caso precise sair de casa, faça o uso de máscaras de tecido. As máscaras descartáveis e N95 devem ser reservadas aos profissionais de saúde.

3.       Quando sentir sintomas parecidos com o do Covid-19, quais medidas precisam ser tomadas? Devo ir direto ao hospital? 

 Em caso de febre associada a outros sintomas como tosse, coriza, espirros, e leve indisposição para as atividades de rotina, a pessoa deve permanecer em casa até a melhora do quadro clínico, ou procurar uma unidade básica de saúde para avaliação médica. Em caso de agravamento dos sintomas, como falta de ar, procure uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

 4 . Eu posso ir direto ao Hospital Solidário para ter atendimento?

 O atendimento para pacientes da Covid-19 é feito nas Unidades de Pronto Atendimento. Caso o paciente apresente um caso agravado, será feita a regulação, por meio da Central de Regulação, para um dos hospitais de Referência para o vírus, que pode ser:  

 

  •  1ª MACRO: Hospital Solidário; Hospital Clementino Fraga; Hospital Universitário Lauro Wanderley; Hospital Municipal Valentina (pediatria); Hospital Municipal Santa Isabel Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires; Maternidade Frei Damião; Hospital Dom Rodrigo.
  • 2ª MACRO: Hospital Pedro I; Hospital Municipal da Criança e do Adolescente; Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes.  
  • 3ª MACRO: Hospital Senador Ruy Carneiro; Hospital Regional Janduhy Carneiro; Hospital Regional de Cajazeiras; Hospital Infantil Noaldo Leite; Hospital Regional Wenceslau Lopes. 

  

5. Como posso tirar dúvidas sobre sintomas e saber a hora de ir ao médico?

Em caso de dúvidas, a Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza os seguintes números: 99146-9790 ou 99146-9250. Você também  pode baixar o aplicativo Monitora Covid-19, se cadastrar e responder ao questionário de triagem. Após este procedimento você receberá uma resposta sobre como proceder, ou um médico entrará em contato.

6.       Se eu ficar doente, quais os remédios que preciso ter em casa para tratamento? Podemos tomar os mesmos remédios que tomamos para uma gripe normal?

Ainda não existe um medicamento específico de ação direta para tratar o coronavírus. A indicação é de repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Pacientes doentes e com sintomas gripais tomam medicamentos que já fizeram uso em situação semelhante (paracetamol ou dipirona). Lembrando que é necessário ter muito cuidado com o uso de medicamentos, não é indicado o uso de antiinflamatórios (em especial o ibuprofeno) e de corticóides, que podem diminuir a imunidade do paciente e fazer com que ele sofra ainda mais com a presença do vírus.

7. Como posso fazer o teste rápido?

A estratégia de testagem rápida é de responsabilidade dos municípios. A orientação em caso de sintomas leves é de permanecer em isolamento domiciliar.

Lembramos que os testes apresentam limitações e são realizados mediante critérios específicos como estar entre o 8° e 10° dia de sintomas gripais (febre, tosse seca, dor de garganta, dor no corpo). Para mais informações, orientamos que entre em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para saber como proceder.

 Confira os centros de testagem nos municípios. 

 8.       Quanto tempo é o ciclo do vírus? 

Período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias. 

 9.       Quais os acessórios que preciso ter para prevenir a doença?  

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las. A limpeza de objetos ( telefones, teclados, cadeiras, maçanetas) também é indicada e pode ser feita através do álcool em gel. Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária

10.       Álcool líquido ou em gel 65% funciona ou só o 70%?

A recomendação prioritária é a lavagem frequente das mãos com água e sabão. Para aquele momento que não tem pia e torneira disponível pode ser o álcool em gel 70%. Lembrando que o mais eficaz é a lavagem das mãos com água e sabão, de forma correta, por 20 segundos no mínimo.

11.  Algumas pessoas falam que o Ibuprofeno não é recomendado usar. Isso é fake news?

A princípio não é recomendado o uso de ibuprofeno, mas sim de paracetamol e dipirona, para aqueles pacientes que não são alérgicos a esta última substância. Não há fortes evidências de que o ibuprofeno possa piorar o coronavírus (COVID-19). 

A orientação do Ministério da Saúde é de que se o paciente já estiver tomando ibuprofeno ou outro anti-inflamatório não esteroide por indicação de um médico, não pare de tomá-lo sem orientação médica.

10.   O que se caracteriza por sintoma leve? 

Tosse, coriza, espirros, leve indisposição para as atividades de rotina e febre moderada que diminui após a ingestão de medicamentos. 

11.   Se eu contrair a doença, como faço com meus animais de estimação? Eles devem ficar em isolamento? 

Não há evidências de que animais que fazem companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa o COVID-19. 

12.   Além dos idosos, quais as outras pessoas vulneráveis? 

Os grupos de risco são os idosos, pessoas com doenças crônicas, transplantados, pessoas com câncer ou imunodeficiências. Estudos realizados na China indicam que crianças e adolescentes têm manifestações menos graves de coronavírus. Entretanto, recomenda-se aos pacientes acima de 60 anos, diabéticos, hipertensos, enfisematosos, renais crônicos, cirróticos, com câncer fazendo quimioterapia, portadores de lúpus, artrite reumatóide e aqueles que utilizam corticóides que permaneçam em casa, evitem aglomerações e contato físico.

13. E como posso proteger os idosos? 

Os idosos devem permanecer em casa, locais fechados devem ser evitados! É essencial diminuir o número de visitas. A gente sabe que é muito importante receber o carinho dos filhos e netos, mas é o momento de evitar abraços e beijos. 

14.   Se eu já peguei uma vez, posso pegar de novo?

O que é conhecido  atualmente é que geralmente as doenças produzem anticorpos virais que impedem que a pessoa tenha doença novamente. Porém é importante lembrar que por se tratar de uma doença nova, os estudos ainda estão em andamento. É muito cedo para afirmar se há a possibilidade de contrair o vírus mais de uma vez. A recomendação é de que os cuidados individuais e coletivos continuem sendo feitos pelo paciente.  

15.   Se eu estiver grávida, corre o risco de passar para o bebê?

No momento, não existe relatos de risco maior de transmissibilidade para grávidas. De acordo com as últimas recomendações, não existe ainda nenhuma evidência de risco aumentado para gestantes, puérperas e também durante a amamentação.

16. Por que é recomendado o isolamento social mesmo sem ter sintomas de gripes e suspeitas da doença do coronavírus? 

As medidas não farmacológicas como o isolamento social visam reduzir a transmissibilidade do vírus na comunidade e portanto retardar a progressão da epidemia. Ações como essa, além de reduzirem o número de casos, tem o potencial de reduzir o impacto para os serviços de saúde, por reduzir o pico epidêmico. Em estudos de modelagem matemática estima-se que uma redução de cerca de 50% dos contatos entre as pessoas teriam impacto significativo no número total de casos, uma vez que reduziram o R0 do COVID-19 para próximo de 1 (um). Além disso, as medidas não farmacológicas atrasam o pico da epidemia e reduzem a altura do pico, permitindo, dessa forma, uma melhor distribuição dos casos ao longo do tempo e o esgotamento dos serviços de saúde

17. Quais as receitas caseiras eu posso utilizar para substituir o álcool em gel 70 % ou para combater o Covid - 19?

Não há medicação específica para o Covid - 19 e também não comprovação de receitas caseiras como o uso de chás, garrafadas e fitoterápicos que possam combater, ou mesmo curar o vírus. É importante lembrar que a lavagem das mãos com água e sabão é uma medida de higiene prioritária.O álcool em gel 70% só deve ser utilizado caso não exista a possibilidade de lavar as mãos. A receita caseira para reproduzir álcool em gel pode ser perigosa para a saúde.   

18. Preciso parar a medicação de hipertensão ou diabetes caso eu esteja com o coronavirus?

Não. Os medicamentos receitados por orientação médica devem ser mantidos, não há indicações para pacientes que sofrem de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes) suspenderem o uso de remédios sem a recomendação de um médico que os acompanhe. 

19. As farmácias estão recolhendo hidrocloroquina e a cloroquina para utilizar nos hospitais, no tratamento da Covid - 19?

A Anvisa enquadrou a hidrocloroquina e a cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida é para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem um desabastecimento no mercado. Não há recomendação da Anvisa, no momento para pacientes infectados ou mesmo como prevenção ao novo coronavirus. Portanto, os medicamentos não estão sendo redirecionados para os hospitais. Para os pacientes que fazem uso da medicação, a Anvisa orienta apresentem a receita simples para adquirir o medicamento, respeitando o prazo de 30 dias.

20. Meu município não está no Boletim do Covid feito pela SES diariamente, mesmo a prefeitura já tendo notificado. Está errado?

Os casos são notificados de acordo com as informações alimentadas pelos municípios. O sistema de notificação é Federal, Estadual e Municipal, cada um com o seu nível de responsabilidade e que dialogam entre si. Para entender melhor como funciona o fluxo de notificação dos casos, a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES gravou um vídeo explicando:  https://www.instagram.com/p/B_5cxxfJ9S7/ 

21. Como eu faço para saber a situação de infectados por bairro?

Os pacientes confirmados para Covid-19 são acompanhados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Para saber a situação específica da sua cidade, ou do bairro onde mora, entre em contato com a SMS.

22. Por que demora a atualizar o número de recuperados ? 

O Ciclo da doença é de 14 dias e os casos de internação levam em média  de 15 a 20 dias para receberem alta. Após este período o município que acompanha o caso deve fazer a notificação no sistema para que a SES contabilize no boletim.