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Docentes do CSE recebem o prêmio ‘Mestre da Educação 2018’

publicado: 21/12/2018 00h00, última modificação: 14/05/2019 18h38
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Duas professoras da Escola Cidadã Integral Almirante Saldanha, lotada no Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE), da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente ‘Alice Almeida’ (Fundac), receberam o ‘Prêmio Mestre da Educação 2018’. Thays Rodrigues (Ciências e Química) e Ângela Maria Ferreira de Sousa Barros (Português) apresentaram projetos em suas respectivas áreas.

O principal objetivo do projeto da professora Thays foi promover mudanças de valores para um melhor aprendizado dos conteúdos das disciplinas de ciências, física e química, de maneira atrativa, para alunos do ensino fundamental e médio da Escola Cidadã Integral Socioeducativa Almirante Saldanha.

Para Thays, o projeto não foi fácil de executar, mas com muito esforço foi cumprido a contento. Esta é a segunda vez consecutiva que a professora foi premiada com o Prêmio Mestre da Educação e representando a Escola Cidadã Integral Almirante Saldanha – anexo CSE. “Aprender ciências, física e química não é tarefa tão fácil assim, “visto que essas disciplinas são consideradas, pela grande maioria dos estudantes, dificílimas”. “Imagina ensinar elas para alunos privados de liberdade?”– indagou Thays, ressaltando ser um grande desafio quando se trata de alunos que estão há muito tempo fora das salas de aula e ainda privados de liberdade.

A professora Ângela Maria disse que a Escola contemporânea agrega muitas funções. Assim, o processo de letramento na escola deve acontecer contextualizando com a realidade social para que os estudantes sintam efetivamente a prática de leitura e de escrita como parte de sua vida e estejam conscientes da importância da aprendizagem dessas habilidades para as relações comunicativas.

Dessa forma, a inter-relação entre prática de letramento e a educação ambiental na escola é uma boa maneira de fazer com que o ensino-aprendizagem aconteça dentro de situações reais. “Para isso, optamos pela prática experimental de hortas no ambiente de nossa escola para promover situações de letramento, desenvolvendo várias atividades de leitura e de escrita de textos que circulam na sociedade relacionados à conscientização sobre meio ambiente e hábitos saudáveis de alimentação, unindo teoria e prática”, explicou.

A diretora da Escola Almirante Saldanha, Tatiana Pinangé, disse que essa premiação é motivo de muito orgulho para todos. “Nós destacamos a importância do cuidado com a educação desses socioeducandos  que, apesar de estarem lá  em situação de internação, a gente também trabalha com eles em formato de projetos que venham melhorar a qualidade da educação”. A ideia, segundo Tatiana, é que eles simplesmente comecem a tomar o interesse maior pela educação quando saírem dali.

Tatiana também destacou que quando os professores se interessam em elaborar projetos e executar junto a esse público entende que é uma escola de verdade adaptada às necessidades deles e que o corpo docente tem essa preocupação.

Este ano sete professores se inscreveram no ‘Prêmio Mestres da Educação 2018, mas apenas duas ganharam e cinco ficaram com algumas pendências com relação a documentos. Ela informou que todos os projetos eram muito interessantes e com temas que também foram trabalhados junto aos alunos.

“Nós estamos incentivando que a cada ano mais professores participem. A gente quer realmente mostrar a qualidade da educação que estamos dando lá dentro da socioeducão”, comentou a diretora destacando que esta não é uma escola diferente das outras, que a gente não tem uma relação diferenciada porque eles estão em situação de internação. Muito pelo contrário. O cuidado e o zelo com eles é muito maior para que eles saiam de lá tendo esse gosto, esse deslumbre pela educação, entendendo que a educação é a via que vai levá-los a um caminho interessante pra vida deles”, disse.

O coordenador pedagógico do CSE, Rafael Honorato, disse que o prêmio consiste no fomento, seleção, valorização e premiação das práticas pedagógicas exitosas realizadas nos seus espaços de atuação. “É muito importante não só para os professores terem esse reconhecimento, mas para a escola saber que há professores no seu quadro que vem desenvolvendo práticas reconhecidas não só pela comunidade escolar como  pela comunidade externa, já que existe um comitê científico que faz a avaliação desses projetos”, declarou.