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31 de março de 2009

Weick diz que gratificações eram concedidas sem critérios



Indícios de irregularidades. Esta foi a justificativa apontada pelo procurador Geral do Estado, Marcelo Weick, para os cortes nas gratificações de cerca de 2 mil servidores que recebiam benefícios acima de R$ 500. Conforme argumentou, as gratificações eram concedidas sem nenhuma definição de critérios e a uma pequena parcela de servidores, isso num universo de quase 100 mil pessoas.

Ele destacou, no entanto, que o servidor que estiver trabalhando e se dedicando ao serviço público poderá voltar a receber sua gratificação, desde que haja uma definição de critérios. “O que não pode é uma pessoa que é amigo de Maria ou de José receber R$ 4 mil ou R$ 5 mil, enquanto outras que estão trabalhando com dedicação exclusiva ao serviço público não recebem nada”, assinalou.

Weick informou, também, que somente na Secretaria da Educação e Cultura, nos últimos seis meses, houve um grande volume de contratos, dos quais cerca de seis mil pessoas não possuíam qualquer vinculação, apenas o CPF. Segundo o procurador geral do Estado, existe uma série de intervenções do Ministério Público e da própria Justiça em relação a essas contratações temporárias.