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Vendas de artesãos paraibanos supera R$ 132 mil em feira nacional

quarta-feira, 17 de julho de 2013 - 16:55 - Fotos:  Alberi Pontes / Secom-PB

A participação do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP) na 14ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) foi um sucesso comprovado pelo número de visitantes aos estandes e o volume de vendas. Foram comercializadas 3.442 peças, totalizando R$ 132.036 em vendas, entre as tipologias cerâmica, osso, couro, madeira, tecelagem, fios, renda, brinquedo educativo, fibra e labirinto.

Cerca de 320 mil pessoas foram conferir de perto os estandes durante os 11 dias de evento, considerado recorde de público em relação à edição de 2012, quando foi registrado um público de 312 mil visitantes.

De acordo com o balanço final do PAP, dentre os 31 artesãos representando o artesanato individual, cooperativas e associações, alguns se destacaram pela alta procura do público e bons negócios fechados. O primeiro lugar de vendas foi a Cooperativa Arteza, do município de Cabaceiras, que trabalha com couro. Nos 11 dias de evento, a Arteza vendeu 476 peças, entre bolsas, sandálias, carteiras, mochilas, chapéus e uma diversidade de artigos em couro. Foram, ao total, R$ 30.174 em vendas.

O presidente da Arteza, José Carlos de Castro, disse que o número de vendas foi uma grata surpresa para ele e para os artesãos que compõem a cooperativa. “O resultado nos surpreendeu. Já participamos outros anos da Fenearte e sempre com boas vendas, mas essa edição foi, sem dúvidas, a que nos rendeu melhor lucro. Ficamos surpresos e muito felizes”, comemorou.

O artesão Ricardo da Silva, especialista em esculturas de madeira, ficou em segundo lugar no volume vendas, totalizando R$ 13.691 em negócios. Em terceiro lugar, aparece a artesã Jô do Osso, da cidade de Cabedelo, que é mestra na arte de fazer biojoias (bijuterias feitas com o osso de boi como matéria prima). Ela teve R$ 12.974 em vendas.

O resultado foi ótimo e apesar de, nesta edição, estarmos com os estandes divididos no espaço do Centro de Convenções, isso não atrapalhou nosso desempenho. Realmente, o artesanato da Paraíba chama a atenção do público, que já conhece nosso trabalho e reconhece a qualidade do produto. Como o próprio Programa do Artesanato Brasileiro já disse, a Paraíba é vista como exemplo, não só na qualidade das peças produzidas, mas também da organização dos estandes e na postura dos artesãos. Isso é nosso diferencial e faz com que a PAP se destaque e os artesãos fechem bons negócios”, afirmou a gestora do PAP, Ladjane Barbosa.

Destaques da edição - Este ano, a Fenearte homenageou as mulheres rendeiras e ofertou cerca de 800 espaços, com artesanatos da cultura local, de outros Estados e países.

O ceramista José Fábio, conhecido como “Zé Pituca”, da cidade de Areia, foi um dos destaques da Fenearte. Ele ficou em segundo lugar na premiação do Salão de Arte Popular Ana Holanda, realizado durante a Feira, e levou para casa ainda R$ 5 mil reais.  A peça premiada, nomeada “Armagedon”, tem 40 cm de altura, e foi avaliada por uma comissão julgadora formada por colecionadores, estudiosos, professores da UFPE e pesquisadores de arte popular. A peça “Recicladores”, da ceramista Leila Machado Smith, de Cabedelo, também foi premiada, ganhando um espaço exclusivo no Salão de Arte Popular Ana Holanda.