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Vídeo produzido no curso de Comunicação da UEPB ganha prêmio

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 - 16:55 - Fotos: 
Estudantes formados no curso de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba receberam uma boa nova na última quarta-feira (15). A equipe formada por Ana Célia Gomes, Kárem Vasconcelos e Samuel Dias ganhou dois troféus no VI Festival Aruanda do Audiovisual Paraibano, nas categorias Melhor Documentário Paraibano e Melhor Curta no Júri Popular. O documentário, denominado "Menino Artífice",  foi fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)  do estudantes, defendido em julho deste ano e orientado pelo professor Luis Custódio.

Esse foi o primeiro vídeo efetuado inteiramente pelo curso de Comunicação , já que outrora o TCC se chamava Trabalho Acadêmico Orientado (TAO), e necessitava ser entregue em formato monográfico. Além disso, o Aruanda é o primeiro evento no qual foi inscrito o trabalho da equipe, já abrindo com chave de ouro. O documentário conta a vida e obra do artista autodidata Miguel Guilherme dos Santos – um pintor, escultor, poeta, teatrólogo e músico nascido em Sumé, cariri paraibano, e morto em 1995, com quase 93 anos.
Segundo Ana Célia, que é natural daquele município, a equipe quis prestar uma homenagem ao multiartista de existência e produção artística longeva, possuidor de vasto trabalho, não só em Sumé, como em Monteiro, Campina Grande e Sertânia-PE, entre outras. Os então estudantes, realizaram o vídeo tomando por base as obras encontradas e os depoimentos dos filhos, alunos, amigos e conhecidos de Miguel Guilherme. Um desses estudantes foi o artista plástico campinense Chico Pereira.

A pesquisa revelou que Miguel Guilherme realizou trabalhos na Catedral de Campina Grande, que foram perdidos com o tempo. Porém, ao garimpar mais, os alunos tiveram uma surpresa. Descobriram fotos desse material que foram tiradas pelo conhecido cineasta paraibano Machado Bitencourt – uma relíquia registrada no vídeo. Por falar no cineasta, como se sabe, a UEPB possui um Cineclube que leva seu nome, coordenado pelo professor Rômulo Azevedo, que na banca de defesa do projeto, relatou que apesar de sempre ter vivido em Sumé, Miguel Guilherme recebeu o título de cidadão campinense.

“O artista não precisava nada porque tinha o mundo”, dizia ele. Uma frase que Ana Célia admira. Ela contou que Miguel Guilherme foi enterrado junto à esposa num Museu de Sumé, projetado por ele e que guarda também obras suas, embora muitas delas encontrem-se de posse de seus filhos, já que necessitam antes de restauração.

Ana Célia deseja continuar sua carreira no audiovisual e a equipe planeja se inscrever em outros festivais semelhantes também.

Ascom/UEPB