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Vida e a obra do escritor Sérgio de Castro Pinto é destaque em projeto na Funesc

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 - 11:27 - Fotos: 

Escritor é destaque da mostra que reúne retratos de paraibanos ilustres feitos por W.J. Solha para o projeto ‘Pense Grande’; quadros estarão expostos na Galeria Archidy Picado a partir de segunda (16)
 
João Pessoa terá uma ótima oportunidade de conhecer a vida e a obra do escritor paraibano Sérgio de Castro Pinto. Ele será homenageado pelo "Pense Grande”, projeto idealizado pelo artista plástico, ator e escritor W. J. Solha, que retrata, em acrílica sobre tela, paraibanos que são destaques na cultura e propõe debates sobre o artista. Esta edição do projeto será realizada na Galeria Archidy Picado do Espaço Cultural José Lins do Rego, a partir da próxima segunda-feira (16), a partir das 18 horas.

O projeto “Pense Grande” é uma exposição de aproximadamente 70 telas que já estava aberta à visitação pública na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desde agosto de 2006, e agora entra em cartaz na galeria de artes do Espaço Cultural.

Mensalmente, um ou mais paraibanos retratados nas telas de W. J. Solha são convidados para um bate-papo com o público sobre o seu trabalho no contexto da cultura paraibana e brasileira. Por isso, Sérgio de Castro Pinto já confirmou que estará presente à vernissage nesta segunda-feira, às 18 horas.

A iniciativa da exposição é da COEX/PRAC/UFPB, com apoio da Biblioteca Central e do Projeto Arte na Escola. “O ‘Pense Grande’ vem somar valor aos demais projetos que a Coex vem realizando no campo cultural, sendo mais uma oportunidade de reunir a comunidade universitária, especialmente os estudantes, para conhecer nomes importantes para a cultura paraibana”, diz Eurides Santos, coordenadora da Coex.

De janeiro de 2000 a julho de 2001, um jornal da capital paraibana veiculou, a cada semana, na capa do seu caderno de cultura, a reprodução do retrato de um paraibano ilustre, realizado por W. J. Solha, sempre com o slogan "Pense grande como o paraibano Augusto dos Anjos", ou " Pense grande como o paraibano Antonio Dias", ou "Walter Carvalho", seguindo, em texto curto, o motivo do destaque.

A proposta partiu do próprio Solha, após uma onda de indignação que abateu todo o Estado no final de 1999, quando, durante uma partida de futebol, o jogador Edmundo “insultou” o juiz, chamando-o de “Paraíba”. Segundo Solha, “Paraíba” é o apelido que sempre se deu, no Sudeste, ao nordestino analfabeto e sem qualificação profissional.  Solha percebeu que o paraibano deveria conhecer e valorizar os homens e as mulheres de destaque do Estado a fim de levantar a auto-estima paraibana. “A opinião geral final foi a de que poucos estados brasileiros contam com tantas expressões importantes, em todas as áreas, como o nosso”, enfatiza Solha, que é paulista de nascimento, mas radicado na Paraíba há décadas.

O homenageado

Sérgio de Castro Pinto nasceu em João Pessoa no ano de 1947. É poeta, jornalista profissional e professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal da Paraíba, onde defendeu dissertação de mestrado e tese de doutoramento sobre Manuel Bandeira e Mário Quintana. É formado, ainda, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFPB.

Além dos ensaios “Os Paralelos Insólitos”, “Longe Daqui, Aqui Mesmo – a poética de Mário Quintana” e “A Casa e seus Arredores”, publicou os livros de poesia “Gestos Lúcidos”, “A Ilha na Ostra”, “Domicílio em Trânsito”, “O Cerco da Memória”, “A Quatro Mãos” e “Zôo Imaginário”.

Sérgio de Castro Pinto também participa de antologias poéticas publicadas em Portugal e Espanha. Nos Estados Unidos, teve fragmentos do poema “Camões/Lampião” – traduzidos por Fred Ellison, professor emérito da Universidade do Texas – incluídos na coletânea “Camões ’Feast”, coordenada por Regina Vater.

Aqui no Brasil, participa de várias antologias, a exemplo de “Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século” e “Sincretismo: A Poesia da Geração 60”, organizadas, respectivamente, por José Nêumanne Pinto e Pedro Lyra.

Em 1989, o poeta, crítico literário e professor Hildeberto Barbosa Filho, publicou, pelas Edições FUNESC, “Sanhauá: Uma ponte para a Modernidade”, originariamente tese de mestrado sobre o Grupo Sanhauá, movimento literário paraibano do qual fez parte.

Foi sobre a sua poesia a primeira tese de douramento defendida no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba: “Signo e Imagem em Castro Pinto”, do Professor João Batista de Brito, publicada com o selo da Editora da UFPB.

Sérgio de Castro Pinto é detentor de vários prêmios de âmbito nacional. O mais recente deles foi o “Guilherme de Almeida”, promovido pela União Brasileira de Escritores, cuja comissão julgadora considerou “Zôo Imaginário”, de sua autoria, o melhor livro de poesia lançado no ano de 2005. Este livro é adotado nas escolas de 1º e 2º graus da rede pública de São Paulo, através do Programa Lendo e Aprendendo, da Secretaria da Educação daquele estado, e pelo Programa Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, que providenciou a publicação de mais de 23 mil exemplares desse volume de poesia do autor paraibano.

O escritor e jornalista foi editor do “Correio das Artes” à época em que esse suplemento recebeu, em 1981, o prêmio “Melhor Divulgação Cultural”, da Associação Paulista de Críticos de Artes. Em 1990, foi um dos finalistas do Concurso Casa de las Americas, gênero poesia, patrocinado pelo governo cubano.

Na Academia Paraibana de Letras, Sérgio de Castro Pinto ocupa a cadeira número 39, cujo patrono é José Lins do Rego. Pertence, também, à Academia Paraibana de Filosofia. No ano de 2007, completou 60 anos de vida e 40 de poesia, ocasião em que a Escrituras Editora, de São Paulo, lançou “O Cristal dos Verões”, seleção de poemas dos seus livros anteriores. 

SERVIÇO
Pense Grande (exposição com 70 pinturas acrílica sobre tela feitas por W. J. Solha).
Onde: Galeria de Arte Archidy Picado/ Espaço Cultural José Lins do Rego (Rua Abdias Gomes de Almeida 800, Tambauzinho, João Pessoa-PB, 58042-100 – Fone 3211.6272).
Abertura:  16 de novembro (segunda-feira), às 18 horas.
Visitação: de segunda a quinta-feira, das 12h às 18h. Sexta-feira, de 8h às 13h. Sábados e domingos, das 14h às 18h. Até 31 de dezembro de 2009.
Realização: Funesc.  Apoio:  UFPB/ PRAC/ Coex.

Assessoria de Imprensa da Funesc