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23 de março de 2012

Vendas do varejo crescem 11,5% na Paraíba e têm segunda melhor taxa do Nordeste



Termômetro da economia, o volume de vendas do comércio varejista da Paraíba iniciou o ano com aumento de 11,5%, quando comparado a janeiro do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa paraibana foi a segunda melhor do Nordeste, ficando atrás apenas do Maranhão (12,8%) e bem acima da média apurada no país (7,3%) e dos demais estados da região, como o Piauí (9,9%) e Pernambuco (9,5%), que ficaram na terceira e quarta posição no ranking regional de janeiro.

No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de vendas do varejo paraibano avançou mais 13,6%, permanecendo na liderança do Nordeste e com a segunda melhor taxa do país – atrás somente de Tocantins (23,1%). Em 2011, a Paraíba liderou, pelo segundo ano consecutivo, as vendas do varejo no Nordeste.

O resultado da Paraíba de janeiro surpreende porque vem de uma comparação de base mais alta de 2011, quando o volume de vendas cresceu acima de 19%.

ICMS – O secretário de Estado da Receita, Marialvo Laureano, revelou que o comércio varejista também foi responsável pela maior arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) no mês de janeiro. “Do total arrecadado pelo Estado do seu principal tributo, 17,79% veio do setor varejista, mostrando a sua força na economia”, observou.

Laureano destacou a colocação da Paraíba no cenário regional e argumentou que o Governo melhorou o ambiente de negócios para as micro e pequenas empresas, ao elevar o sublimite do faturamento do Simples Nacional de R$ 1,8 milhão para R$ 2,520 milhões, em janeiro deste ano, e também por atrair outras empresas do setor para ampliar filiais e estimular a formalização do varejo. “Ficar em segundo lugar no Nordeste é reflexo desse ambiente, pois basta avaliar os índices de estados que têm semelhança com a economia paraibana e fazer a comparação. Eles não tiveram o mesmo desempenho”, acrescentou.

Ele citou como exemplo o Rio Grande do Norte, que tem PIB e economia próxima à da Paraíba, mas registrou recuo de 1,2% no volume de vendas e acumula apenas 6,1% nos últimos doze meses, contra 13,6% da Paraíba.

Mudança metodológica – A PMC passou, a partir de janeiro passado, por uma mudança metodológica que incluiu revisão da amostra, adoção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae 2.0), mudança de base dos indicadores e utilização de novos deflatores. “A última revisão da amostra foi feita em 2003”, lembrou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. “Então você acaba perdendo empresas na sua amostra, por causa das empresas que fecham. Além disso, outras surgem, então você tem sempre que estar revendo a sua amostra.”

A amostra da PMC em 2003 tinha um total de 9.878 empresas na amostra, representando 20.069. Em 2011, com a revisão, chegou-se a uma amostra de 5.710 empresas, de um total de 32.938.