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12 de abril de 2013

Vendas do comércio desaceleram, mas taxa de crescimento da Paraíba é a segunda maior do Nordeste



Apesar da desaceleração, o volume de vendas da Paraíba registrou a segunda maior taxa de crescimento da Região Nordeste, segundo informou a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE. O varejo apresentou alta de 1,9% em fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano passado.  O Rio Grande do Norte (3,8%) liderou as vendas na Região.

Já as vendas no país (-0,3%) assim como em outros 12 estados, cinco deles do Nordeste, apresentaram recuo em fevereiro sobre o igual período do ano passado. Os estados da Bahia (-4,9%) e do Piauí (-3,9%) tiveram as maiores quedas no país, tendo a Bahia registrado o pior índice no volume de vendas da região em fevereiro.

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, o desempenho da Paraíba no volume de vendas volta a ser destaque no cenário regional e nacional com uma taxa de crescimento de 7,6%, ficando atrás do Rio Grande do Norte no Nordeste, que soma 8,9% e sendo a quarta maior entre as unidades de federação. O faturamento do setor no país registrou no período alta bem menor (2,9%).    

Segundo analistas do IBGE, os primeiros sinais de moderação do consumo este ano são decorrentes da alta da inflação e, consequentemente, da subida de preços para as famílias. Além de alimentos, o aumento dos combustíveis também encarece os fretes e inibe as vendas.

Para o secretário de Estado da Receita, Marialvo Laureano, os índices do IBGE no varejo refletiram, proporcionalmente, na arrecadação do varejo na Paraíba, com a desaceleração das vendas mediante o avanço da inflação, mas a taxa da Paraíba, mesmo assim, se diferenciou na região e no país.

Taxa do volume de vendas do comércio no Nordeste

Estados da Região

Nordeste

 

Variação do comércio em fevereiro Variação acumulada no 1º bimestre
Rio G. do Norte

 

3,8% 8,9%
Paraíba

 

1,9% 7,6%
Pernambuco

 

1,7% 5,5%
Maranhão

 

0,5% 5,7%
Ceará

 

(-1,9%) 9,1%
Sergipe

 

(-1,9% ) 1,1%
Alagoas

 

   (-2,3%) 2,8%
Piauí

 

 (-3,9%) (-1,2%)
Bahia

 

(-4,9%)   0,3%

FONTE: IBGE