Fale Conosco

20 de janeiro de 2015

Vacinação contra pólio e sarampo ultrapassa média nacional



A cobertura vacinal contra pólio e sarampo na Paraíba ultrapassou a média nacional. A campanha foi encerrada oficialmente no dia 31 de dezembro, mas o Estado segue com as atividades. Até o momento, a Paraíba vacinou 97,1% (254.397 doses aplicadas) do público alvo contra pólio e 94,96% (221.794 doses aplicadas) contra sarampo, enquanto o Brasil atingiu 93,62% e 88,86%, respectivamente. A meta a ser alcançada é de 95% e, sendo assim, o Estado superou na cobertura da pólio e tem apenas 0,04% para atingir a média da vacinação de sarampo.

De acordo com o enfermeiro do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES-PB), Edson Lira, o prazo para alimentação do sistema com números das doses que já foram aplicadas foi finalizado na última sexta-feira, dia 16. O enfermeiro informou, ainda, que a SES-PB aguarda um posicionamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. “Até então, 53 municípios paraibanos não atingiram suas respectivas metas de cobertura vacinal. Já fizemos a solicitação de reabertura do sistema para que possamos compilar os dados das doses aplicadas e não registradas”, disse.

A meta de vacinar contra a pólio, em todo Estado, 262.008 crianças com idade entre seis meses e cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias) foi superada. O Núcleo de Imunização da SES anseia que o sistema seja reaberto para que a meta de vacinação contra sarampo seja atingida. “A busca em atingir a meta de vacinar 233.567 crianças de um a cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias) continua. Faltam apenas 0,04% para conseguirmos. A reabertura do sistema certamente seria fundamental para chegamos na meta de 95%”, pontuou.

Entre 2013 e 2014, foram registrados 596 casos de sarampo no país, com maior concentração nos estados do Ceará (365) e Pernambuco (224). Quanto à poliomielite, desde 1990 não são registrados casos no país. Por conta disso, em 1994 o Brasil recebeu da OPAS a Certificação de área livre de circulação do poliovirus selvagem, juntamente com os demais países das Américas.

Poliomielite – A poliomielite (paralisia infantil) é uma doença causada pela infecção pelo poliovírus. O vírus se espalha por contato direto pessoa a pessoa, por contato com muco, catarro ou fezes infectadas. O vírus entra através da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal, sendo absorvido e espalhado pelo sangue e pelo sistema linfático. O período da infecção pelo vírus até que surjam os sintomas da doença (incubação) varia de 5 a 35 dias (em média de 7 a 14 dias). 

Sintomas – Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite pode ser assintomática. Isso não impede sua transmissão, pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e os alimentos. Quando se manifestam, os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção. 

Sarampo – O sarampo é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo Morbili vírus e transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de aproximadamente 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele. É uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro. 

Sintomas – Além das manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular eritematoso), que começam no rosto e progridem em direção aos pés, podemos citar os seguintes sintomas: febre, tosse, mal-estar, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik). Otite, pneumonia, encefalite são complicações graves do sarampo. 

Diagnóstico – É feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.