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30 de outubro de 2014

Vacina contra DPTA para gestantes será incorporada ao calendário nacional



A partir desta segunda-feira (3), a vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTPA) para gestantes passa a fazer parte do calendário nacional de vacinação em todo país. Serão imunizadas mulheres com gestação a partir da 27ª semana (seis meses e meio) até a 36ª semana (nove meses), preferencialmente, podendo ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto. Na Paraíba a meta é vacinar 42.598 mulheres, neste primeiro momento. A vacina será oferecida em todas as unidades de saúde onde as mulheres fazem o pré-natal.

Além das gestantes, a DTPA também será oferecida para os profissionais de saúde que atendam recém-nascidos nas maternidades e UTIs neonatais, reforçando as estratégias de controle já vigentes.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Isiane Queiroga, atualmente, a vacina com o componente pertussis (coqueluche) é oferecida para crianças com dois, quatro e seis meses, através da vacina pentavalente, tendo dois reforços com um ano e três meses e depois com quatro anos, com a vacina DTP. “Como estão aumentando muito os casos de coqueluche em todo país em crianças que ainda não completaram o esquema vacinal, o Ministério da Saúde entendeu a necessidade de imunizar as grávidas e, dessa forma, a imunidade será transferida para o bebê por meio da placenta e amamentação”, explicou.

Difteria, tétano e coqueluche – A difteria é uma doença infecciosa respiratória aguda grave podendo incidir em qualquer faixa etária. É causada pela toxina da bactéria Corynebacterium diphtherie e transmitida pelo contato direto com pessoas doentes ou portadores por intermédio da aspiração de secreções ou objetos contaminados por estas secreções.

O tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa causada pela fixação no sistema nervoso de exotoxinas segregadas pelas formas vegetativas pelo Clostridium tetani, distribuindo-se difusamente na terra, água, poeira, bem como na superfície de animais, vegetais e objetos inanimados. Sua ocorrência está relacionada às atividades profissionais que apresentem risco de ferimento, sendo o sexo masculino o mais acometido pela doença. A letalidade ainda é considerada alta no Brasil (34% em 2010).

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda de alta transmissibilidade, e uma importante causa de morbimortalidade infantil. Esta doença é causada pelas bactériasBordetellapertussis e B. parapertussis. O homem é o único reservatório natural e ainda não foi demonstrada a existência de portadores crônicos. Esta doença apresenta grande número de complicações secundárias cujas mais comuns são as respiratórias.