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UPA de Santa Rita completa dois anos com 178 mil atendimentos

sexta-feira, 5 de outubro de 2012 - 10:17 - Fotos: 

 

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Rita, gerenciada pelo Governo do Estado, completa dois anos este mês com serviços prestados a 178 mil pessoas. Foram 101.806 atendimentos clínicos, 56.960 em pediatria e 19.234 cirúrgicos. O serviço tornou-se referência na área de urgência para vários municípios, a exemplo de Santa Rita, Bayeux e Sapé.

Os usuários da UPA de Santa Rita destacaram a qualidade do atendimento através de uma pesquisa de satisfação do cliente. No levantamento, ficou comprovado que 78% dos usuários consideraram o atendimento excelente e 84% recomendariam os serviços para amigos e familiares.

Além de Santa Rita, estão em funcionamento na Paraíba as UPAs de João Pessoa, Guarabira, Monteiro, Pombal e Campina Grande. Em breve serão entregues as unidades de Cajazeiras e Princesa Isabel. “Isso mostra o compromisso do Governo do Estado com a saúde da população paraibana”, disse o coordenador administrativo da unidade de Santa Rita, Rodrigo Navarro Gonçalves.

A UPA tem como objetivo principal desafogar as unidades hospitalares, prestando atendimento resolutivo às urgências clínicas e pediátricas de baixa e média complexidade. Também presta primeiro atendimento às urgências cirúrgicas e clínicas de alta complexidade, garantindo referência e transferência segura para os casos que ultrapassarem sua capacidade resolutiva através da integração com o Samu.

Para garantir um atendimento humanizado e de qualidade, a unidade conta com os serviços de acolhimento e classificação de risco, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências, garantindo que os casos mais graves sejam atendidos primeiro e os casos mais simples sejam encaminhados às unidades de referência na Atenção Básica.

O serviço conta com uma equipe multiprofissional qualificada formada por médicos (clínicos gerais, pediatras e cirurgiões), e de Enfermagem e Serviço Social. A unidade também está apta a realizar exames laboratoriais, Raios-X e Eletrocardiograma em caráter de urgência e emergência, com funcionamento também permanente.

“Contando com equipamentos de alta tecnologia, a sala de atendimento a pacientes graves, denominada de Sala Vermelha, já salvou muitas vidas, sendo capaz de manter o funcionamento dos principais sistemas vitais do organismo humano, funcionando como uma verdadeira UTI”, destacou Rodrigo Navarro.

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, explicou que o principal foco da UPA é atender os casos de urgência em que a distância ou a demora tendem a causar um maior prejuízo ao estado clínico do paciente. Responsáveis por prestar atendimento de média complexidade, como vítimas de acidentes e problemas cardíacos, as UPAs contribuem para desafogar as urgências dos hospitais do SUS e reduzir o tempo de espera por atendimento.

“É importante destacar que a UPA não é um hospital ou Posto de Saúde da Família (PSF). Ele é um suporte assistencial para urgências e emergências clínicas, evitando que o usuário faça uso dos hospitais de maiores complexidades do Estado, tendo como objetivo resolver mais de 80% dos casos que derem entrada, além de reduzir número de transferência de pacientes”, destacou o secretário.

A UPA de Santa Rita foi a primeira do Estado a entrar em funcionamento a partir da portaria nº 1.601, que determina as diretrizes para implantação do componente unidade de pronto atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgências 24 horas da rede de atenção às urgências, em conformidade com a política nacional de atenção às urgências. A UPA de Santa Rita é de porte I (definido por população e número de atendimentos).

Mais unidades – Este ano, o Ministério da Saúde liberou recursos financeiros para a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em quatro municípios paraibanos. Os recursos da ordem de R$ 6,2 fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

De acordo com o coordenador da Rede de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Gutenberg Pequeno, as novas UPAs, todas do porte I, serão construídas nas cidades de Campina Grande, Cuité, Picuí e Serra Branca. A que já existe em João Pessoa é do porte II; Guarabira, porte I; Campina Grande, porte III, Monteiro, porte I; e Pombal, porte I. A UPA de Sousa será do porte II, e Cajazeiras, porte I.

Gutenberg Pequeno explicou que o financiamento para esse serviço é tripartite (Governo Federal, Estadual e Municipal) e a classificação das UPAs é definida levando-se em consideração o porte e as necessidades de cada município. Para colocar uma UPA do porte I em funcionamento são investidos recursos da ordem de R$ 1,4 milhão; porte II, R$ 2 milhões e porte III, R$ 2,6 milhões.

Saúde Toda Hora – As UPAs 24 horas estão inseridas na rede Saúde Toda Hora, que está reorganizando o atendimento de urgência e emergência dos hospitais do SUS. A rede integra, além dos hospitais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação. Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com uma classificação de risco, podendo ser liberados ou permanecer em observação por até 24 horas, ou se necessário, serão removidos para um hospital de referência.

Como funciona – A UPA é construída através de uma parceria entre Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e município para desafogar os hospitais na área de urgência e emergência, sendo uma unidade intermediária entre os Programas de Saúde da Família (PSFs) e os hospitais. Na UPA os pacientes passam por um período de avaliação de seis horas e, se necessário, podem ser encaminhados aos hospitais.

As unidades são implantadas em locais estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência, com acolhimento e classificação de risco em todas as unidades, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências.