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25 de maio de 2009

UEPB debate políticas públicas para catadores na Câmara de Campina



José Cardoso, representante do Movimento Nacional de Catadores de Matérias Recicláveis (MNCR), destacou o trabalho da categoria na questão dos resíduos sólidos no País, argumentando que “o catador não precisa de esmola, mas de reconhecimento e políticas públicas”. Ele disse que 90% do material reciclável do território brasileiro passam pela mão do catador, seja ele de rua, cooperativa ou dos lixões, “e esse segmento reivindica reconhecimento da sociedade e dos poderes públicos como trabalhadores úteis da cadeia produtiva”.

A professora Fátima Araújo, coordenadora do projeto ‘Transformar para incluir’, lembrou o compromisso da Universidade com o segmento e reivindicou da Câmara de Vereadores a aprovação de leis “que beneficiem os catadores de Campina Grande e, dessa forma, esses trabalhadores tenham seus direitos garantidos como quaisquer outros, eliminando a discriminação que sofrem, sendo vistos pela sociedade como mendigos”.

Já o secretário de Obras e Serviços Urbanos da PMCG, Alexandre Almeida, também aplaudiu a participação da UEPB em projetos que beneficiam segmentos mais carentes da sociedade.
Além do representante do MNCR, da coordenadora do ‘Transformar para incluir’ e do secretário de Obras e Serviços Urbanos do município, participaram dirigentes de cooperativas de trabalhadores, como a Catamais e a Cotramare, e estudantes.

Ascom/UEPB