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Trauma investe em equipamentos e realiza melhorias na infraestrutura

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 - 18:16 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

A gestão do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena está investindo em equipamentos e melhorias na infraestrutura da unidade. Nesta semana, recuperou uma das caldeiras responsáveis pela geração de energia, com a produção diária de 12 horas de vapor, que colocam em funcionamento equipamentos como autoclaves, fogão industrial, secadoras de roupas e balcões de aquecimentos. Também pôs em funcionamento duas secadoras extratoras elétricas, com capacidade para 50 kg, cada, adquiridas no ano passado por R$ 56 mil.

A caldeira é fundamental para o desenvolvimento de atividades da Unidade de Alimentação e Nutrição, Central de Processamento de Roupas e Central de Material e Esterilização. As três autoclaves da Central de Material e Esterilização, que funcionam à base de vapor, realizam uma média de 21 ciclos de esterilização por dia. As três secadoras de roupas a vapor da Central de Processamento de Roupas fazem, por um período de 12 horas, a secagem de aproximadamente 400 kg de roupas durante 32 ciclos. Já na Unidade de Alimentação e Nutrição são produzidas, em fogão industrial, 1,2 mil refeições diárias (nos balcões de aquecimento, são servidas aos acompanhantes de pacientes e funcionários 800 refeições por dia).

Com o funcionamento das duas secadoras, o hospital consegue dobrar a capacidade e a agilidade na troca de roupa de cama, que passou de quatro para oito vezes em 24 horas. A coordenadora da Central de Processamento de Roupas do Trauma, Gheusa Castelo Branco, disse que a medida reforçou o setor, que trabalhava de forma reprimida e, muitas vezes, inoperante, principalmente no turno da noite, quando chegava a haver desabastecimento nos leitos. “Às vezes, precisávamos mobilizar o setor de transporte para fazer a secagem das roupas em outro hospital”, disse.

As duas secadoras elétricas fazem parte de um conjunto de quase dez equipamentos encaixotados, adquiridos na gestão anterior por R$ 2,3 milhões. O diretor geral do Hospital de Trauma, Ginaldo Lago, adiantou que, à exceção da estação de telemedicina, cujas peças foram extraviadas ainda na gestão passada, a meta é pôr em operacionalização tudo que foi encontrado encaixotado. “É preciso ter responsabilidade com o dinheiro público investido”, disse.

Além das máquinas citadas, a central conta ainda com três secadoras a vapor, sendo uma com capacidade de 50 kg e duas de 30 kg.

Infraestrutura – O hospital também está investindo na melhoria das condições físicas da Central de Processamento de Roupas, com a criação de barreiras sanitárias para orientar o fluxo dos funcionários, reforma do teto do setor (substituição do gesso por PVC), e climatização das enfermarias, com a aquisição e instalação de 40 novos ventiladores.

O coordenador do Setor de Engenharia e Manutenção do Hospital de Trauma, Charles Rodrigues, disse que está vendo melhoras no hospital. “É muito bom ver o empenho da nova diretoria na manutenção e melhoria do hospital. Quem mais ganha é o povo, e, especialmente, os pacientes e funcionários, que vivem o dia-a-dia na unidade de saúde”, disse.

Roupas – A Central de Processamento de Roupas também é responsável pela confecção de roupas de cama e uniformes profissionais, entre outros. Para melhorar a quantidade de vestuário, uniformes, lençóis de cama e cobertores, foram adquiridos, nesta gestão, 8,5 mil metros de tecido e 2,4 mil cones de linha. “Temos relatos de que, na gestão anterior, era preciso que o próprio funcionário comprasse o material”, lembrou a coordenadora da central.

Antes da gestão pactuada, havia na unidade 600 lençóis de cama e cobertores – hoje passaram para 1,7 mil. Também foi praticamente triplicada a quantidade de uniformes profissionais, que passou de 300 para 800. E os pacientes também puderam ser beneficiados com a aquisição de vestuário – de 80, o hospital passou a contar com 400 unidades. “Já está em andamento a confecção de mais mil lençóis de camas e cobertores, além de 800 uniformes profissionais”, finalizou Gheusa.