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5 de março de 2014

Trauma de Campina Grande registra redução de 9,41% nos atendimentos durante carnaval 2014



O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, na cidade de Campina Grande, atendeu 1.126 pessoas durante o período carnavalesco. Os dados foram coletados a partir da zero hora de sábado (1), até as 14h30 desta quarta-feira (5). Na comparação com o mesmo período do ano passado, ocorreu uma redução de 9,41%. Em 2012, foram 1.243 atendimentos.

Do total de atendimentos, 188 deram entrada na unidade hospitalar vitimas de acidente de moto. Mesmo com o número elevado, ocorreu uma redução de 8,73% em relação ao ano passado, quando 206 pessoas foram atendidas no período carnavalesco vitima de acidente com motocicleta. Outro número com uma diminuição considerável foram os casos envolvendo acidente de carro. Esse ano foram apenas 9 contra 51 em 2013; 566,66% a menos. Ainda foram atendidas 9 vítimas de atropelamento, com redução de 10%; 11 vítimas de espancamento, aumento de 10%; 10 pessoas com ferimento por arma branca, redução de 33,3% e 12 pessoas com ferimento por arma de fogo. Neste último caso ocorreu um acréscimo de 100% em relação a 2013.

Ao avaliar os números, o diretor geral do hospital, Geraldo Antônio Medeiros, disse que ficou comprovada uma diminuição substancial de vitimas de acidente de carro, o que, segundo ele, se deve à Lei Seca. “Isto é reflexo da atuação da Lei Seca, que tem sido efetiva tanto em Campina Grande como em João Pessoa, e isso reflete a ação enérgica da lei. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer das vitimas de acidente de moto, porque elas são, na maior parte, oriundas de cidades do interior e da zona rural e consequentemente não se observa uma redução de vitimas de acidentes de motos em função da ação da Lei Seca ainda não abordar todas as localidades”, declarou.

Ainda de acordo com Geraldo Antônio, “o que atua realmente e tem resultado é a ação enérgica punitiva. Seja com a cassação da carteira durante um ano, multa de dois mil reais e responder a processo. É isso que inibe a ingestão de bebida alcoólica e posteriormente dirigir veículos automotores”.

O hospital conta com 250 médicos, sendo 27 de plantão 24 horas em todas as especialidades de urgências. Além disso, tem ainda 150 enfermeiros, 450 técnicos de enfermagem, 48 fisioterapeutas, 30 assistentes sociais, 25 psicólogos e 1.700 funcionários técnico-administrativos. O hospital é o único na região da Borborema que possui Unidade de Queimados em atendimento hospitalar e ambulatorial.