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27 de novembro de 2012

Técnicos e criadores de caprinos do Maranhão conhecem trabalho da Emater PB



Um grupo de 18 técnicos e criadores de caprinos do Estado do Maranhão começou nessa segunda-feira (26) a conhecer o trabalho que o Governo do Estado realiza com caprinocultura por meio da Emater. Acompanhados por uma equipe técnica, até esta sexta-feira (29) eles conhecerão a produção de caprinos e ovinos no Cariri paraibano, onde existe uma bacia leiteira que sobrevive, apesar da prolongada estiagem.

Os criadores e técnicos do Maranhão estão em contato com caprinocultures paraibanos nos municípios de Monteiro, Prata, Zabelê, São Sebastião do Umbuzeiro e Gurjão, onde vão conhecer usinas de leite e as práticas e manejos com ração. Também está programado um dia especial sobre caprinocultura e o laço de bode, competição esportiva bastante difundida na região de Zabelê.

O assessor especial em caprinocultura, Everaldo Cadena, que acompanha a visita, disse que essa é uma boa oportunidade que os criadores do Maranhão têm para conhecer a potencialidade da atividade caprina e ovina no semiárido paraibano, onde existe um rebanho de excelente qualidade. No mês passado, ele esteve no Maranhão falando sobre o trabalho que o governo paraibano desenvolve em favor da caprinocultura.

Há dois meses um grupo de 21 técnicos da Emater do Piauí esteve na Paraíba conhecendo as ações da caprinocultura e do turismo rural desenvolvidas pelo Governo do Estado e executadas pela Emater, empresa vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

Cadena disse que a experiência da Emater Paraíba com a caprinovinocultura tem mais de cinco décadas. Começou como uma atividade de extensão rural, de caráter eminentemente educativo, atraindo adolescentes de origem pobre, principalmente das regiões do Agreste e do      Cariri, para incrementar o antigo Projeto Cabra de Corda.

Na Paraíba, coube à Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa) o direcionamento das pesquisas. Os resultados atuais com a caprinovinocultura alcançam repercussão internacional, resultado do melhoramento genético, sanidade animal e difusão dessas informações pela Emater.

Foi  a partir de 1978, com a criação do Centro Nacional de Pesquisa de Caprino, em Sobral, por meio da Embrapa, que surgiram as empresas estaduais de pesquisas na área de caprinos. A partir de então, a cabra passou a ser vista com cuidados técnicos.

A caprinocultura se tornou a principal atividade agropecuária e econômica no Cariri, no Sertão e no Curimataú. Nessas regiões circulam um rebanho de 624 mil cabeças de caprinos, dos quais 25% são cabras leiteiras. Nas três regiões, mais de 1.100 famílias agricultoras dependem da atividade e estão distribuídas em 37 associações, que possuem ainda 11 pequenas usinas de beneficiamento.