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Técnicos do Ceará conhecem pesquisa da Emepa sobre reprodução da palma

quinta-feira, 7 de março de 2013 - 10:51 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

A nova técnica de propagação massal pelo método de seccionamento de raquete, desenvolvida pela Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), já está sendo implantada em diversas regiões do Semiárido nordestino.

Esta semana, pesquisadores e técnicos da Secretaria da Agricultura do Ceará visitaram o Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Estação Experimental José Irineu Cabral, para conhecer todas as etapas da pesquisa que resultou na produção de 30 mudas de palma a partir de uma só raquete, a um custo estimado de apenas R$ 0,003.

De acordo com o pesquisador Ailton Melo de Moraes, biólogo responsável pelo trabalho, uma só raquete dividida em pedaços pode render ao produtor 30 novas raquetes em um curto espaço de 45 dias. “Se o produtor utilizar um canteiro de 1,10 x 10,10 m, com espaçamento de 10 cm entre seguimentos, ele terá 1.000 mudas para plantar a cada 35 dias, sendo que num espaçamento de 1,5 x 0,40m (16.667 plantas por hectare), ele só irá desembolsar R$ 50,00.”

O presidente da Emepa, Manoel Duré, avalia que a experiência é exitosa e está atendendo a demanda dos produtores rurais paraibanos que, no método antigo de plantio da palma, chegavam a gastar mais de R$ 1.600,00 (ao custo de R$ 0,10 a raquete) em apenas um hectare de palma plantada.

“Já estamos desenvolvendo campos de produção de mudas para distribuição e com a nova tecnologia vamos poder atender aos pequenos produtores da nossa região que tem a palma forrageira como principal alimento para seus rebanhos”, declarou Duré.

Ele explicou que todas as mudas são produzidas com as novas variedades resistentes à cochonilha- do- carmim (Palmepa PB-1, Palmepa PB-2, Palmepa PB-3 e Palmepa PB-4), fruto do trabalho do pesquisador Edson Batista Lopes.

O assessoramento para o plantio e manuseio das mudas e raquetes de palma aos produtores é feito pela Emater, que também faz a elaboração de projetos junto ao agente financeiro. No campo, as mudas precisam passar oito dias na sombra depois do corte e, em seguida, poderão ser plantadas e irrigadas.

A área de zoneamento agrícola para o cultivo da palma forrageira na Paraíba está sendo ampliada, com a inclusão de mais 42 municípios. Atualmente são 119 que estão habilitados a acessar linha de crédito. A meta é distribuir as mudas em todo território paraibano para substituir as palmas que estão sendo dizimadas pela praga da cochonilha-do-carmim.

O novo método de reprodução da palma forrageira, simples e de baixo custo, vem ao encontro das metas estabelecidas pelo governador Ricardo Coutinho, cuja preocupação é atender às demandas dos agricultores familiares e auxiliá-los na adoção de tecnologias que contribuam para a convivência com a estiagem.