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Técnico da Emepa vai à África para trazer embriões de caprinos e ovinos

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 19:13 - Fotos: 

O técnico da Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa), Wandrick Hauss de Sousa, viaja esta semana à África do Sul para fazer seleções, eleger os cruzamentos de ovinos e caprinos para a aquisição dos embriões. Até meados de 2010, a Paraíba importará cerca de 2.000 embriões que serão transplantados no Laboratório de Biotecnologia na Estação Experimental de Pendência, em Soledade. O grande objetivo será a ampliação da bacia leiteira através do melhoramento genético.

O secretário-executivo da Pecuária, Newton Marinho, revela que a transferência de embriões é a maneira mais rápida e econômica. Técnicos da África do Sul virão à Paraíba orientar o trabalho, transferindo a tecnologia para jovens veterinários da Emepa que serão devidamente capacitados. O investimento foi calculado em cerca de R$ 700 mil, mas o retorno esperado a médio e longo prazo terá grande valor econômico. O técnico Wandrick Hauss escolherá animais machos e fêmeas de raça pura que seja efetivado o contrato. Por exemplo, de um reprodutor e uma fêmea leiteira o Estado pode decidir pela compra de 50 ou 100 embriões gerados pelos dois animais.

Os contratos internacionais são muito rígidos e no Nordeste brasileiro somente o Governo da Paraíba tem a capacidade, a experiência em transferência de embriões; por isso, detém há pelo menos uma década o status de referência em padrão genético de caprinos e ovinos. Estados vizinhos têm se espelhado no potencial paraibano. Já é a quarta ou quinta vez que o governo paraibano envia profissionais da Emepa à Àfrica do Sul.

O início – Na segunda gestão do governador José Maranhão houve significativos investimentos em genética na Paraíba, sobretudo de caprinos e ovinos. A Estação Experimental da Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa) de Tacima, hoje Campo de Santana, foi reestruturada e lá chegaram os primeiros animais, talvez em nível de Brasil, oriundos da África do Sul, e que se destinavam à caprinocultura de corte, com a raça boer e depois os ovinos dorper e savana.

O atual secretário-executivo Newton Marinho afirma que naquela época o Governo da Paraíba fomentou uma bacia leiteira, quando foi feita uma campanha no Cariri, de Monteiro a Soledade, com distribuição de animais puros, aprimorados para produtores de leite. “A semente foi bem plantada, bem cuidada e alguns anos depois surgiu a produção de leite caprino, e hoje a Paraíba é o maior produtor do País”, revela. O rebanho caprino no Estado hoje é de 600 mil animais.

Passados cerca de dez anos, a atual conjuntura já necessita de uma nova disseminação de reprodutores e matrizes de raças puras e a condição é bem melhor porque a produção de leite caprino é grande, as comunidades ao longo desses anos se organizaram, existem várias associações e o Cariri hoje é uma região muito bem estruturada no que diz respeito à organização rural. Através desta estrutura no campo, o Estado pretende fomentar, renovar e ampliar a bacia leiteira de caprinos.

Josélio Carneiro, da Secom-PB