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Tabajara AM completa 73 anos e vai ganhar um novo transmissor

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 - 09:59 - Fotos: 

Há 73 anos, aos 25 de janeiro de 1937, a Rádio Tabajara AM era fundada pelo então governador Argemiro de Figueiredo. Em 1985 a emissora do Governo da Paraíba ganhava sua sede própria construída pelo governador Wilson Braga. Em 7 de agosto de 1999 o atual governador do Estado inaugurava a Tabajara FM. Para este ano de 2010 o diretor-superintendente da Rádio Tabajara AM, Ruy Leitão, planeja, junto com os demais diretores Manoel Raposo (Administração) e Francisco Remígio (Programação), projetos que vão melhorar a estrutura da ex-PRI-4, a emissora pioneira da Paraíba e a 17ª mais antiga do Brasil.

A Tabajara AM ganhará um novo transmissor com 20 kw de potência. Em 2009 não foi possível por questões de orçamento. Haverá mudanças significativas na programação da emissora que é uma das mais tradicionais do país. A rádio vai promover gincanas em escolas da rede pública estadual de João Pessoa ao Sertão. Uma das novidades de acordo com Ruy Leitão será o retorno de programas de auditório com festival de calouros, uma versão nova da época de ouro do rádio dos anos 40 e 50.

Para este primeiro semestre do ano está sendo formatado um festival de forró pé de serra. A Tabajara vai tocar as músicas e os ouvintes vão escolher as melhores.  Nesta segunda-feira 25, dia de aniversário da emissora, o ouvinte terá uma programação especial, com entrevistas de grandes nomes do rádio paraibano.

O diretor administrativo, Manoel Raposo, revela que a Tabajara AM ganhou em 1985, no Governo Wilson Braga, não só a sede própria situada no corredor Pedro II, próximo ao Ibama, mas, novos equipamentos. “Wilson Braga reconstruiu a Tabajara AM”, afirma Raposo, que à época, era o diretor-presidente da emissora oficial.

História da Tabajara – Em 1987, o Governo da Paraíba publicou uma revista comemorativa aos 50 anos de fundação da Rádio Tabajara AM, a antiga PRI-4. O professor, historiador e escritor José Octávio de Arruda Melo foi um dos responsáveis pela publicação. No ano de 2002 A União publicou o livro “Tabajara, 65 anos, a Rádio da Paraíba”. A coletânea, organizada pelo Jornalista Josélio Carneiro, repórter da emissora, da Secom-Pb e do jornal A União, reúne 67 fotografias e 57 textos.

O escritor e historiador José Octávio de Arruda Mello revela que a Tabajara surgiu a partir da Rádio Clube da Paraíba, uma emissora artesanal. Com as forças do centralismo estatizante impondo-se a nível da estrutura brasileira, onde a Rádio Nacional, imposta pelo Governo, é de 1935, no mesmo ano do noticiário A Hora do Brasil ainda hoje existente com o nome de A Voz do Brasil – a Paraíba não haveria de ficar de fora desse contexto, derivando daí a criação, pelo Governo do Estado, da Rádio Tabajara da Paraíba, cuja inauguração, em 25 de janeiro de 1937, foi noticiada pelo jornal A União, na edição de dois dias depois.

Orquestra Tabajara

Não era só a BBC que funcionava como modelo da Rádio Tabajara durante a II guerra mundial – o outro era a Rádio Nacional, de onde se importava o componente lúcido, ou seja, o aspecto recreativo, recrutado a shows, cantores, e orquestras assegurados pelo que se denominava o cast radiofônico da época. É dentro desse quadro que se verificará a criação da “Jazz Orquestra Tabajara”, – tal o seu nome de batismo – claramente derivado da emissora que a acolheu. Sua fundação ocorreu ao final dos anos trinta, por iniciativa de Olegário de Luna Freire, um violinista amante da boa música. Logo para ela seriam recrutados alguns músicos da Polícia Militar do Estado, entre os quais o clarinetista pernambucano Severino Araújo, acompanhado de vários irmãos, entre eles o trompetista Plínio Araújo.

Com esse grupo e mais o saxofonista “Zé Bodega”, constituiu-se o núcleo da Orquestra Tabajara que, a princípio, encantou a Paraíba e, posteriormente, o Brasil. Segundo Armando Nóbrega, o interventor Ruy Carneiro, o boêmio, e seresteiro, o que o impelia para o campo da música, era um verdadeiro aficcionado da Orquestra Tabajara a cujas audições públicas não raro comparecia no auditório da emissora e ainda no Cassino da Lagoa, Clube Cabo Branco e Pavilhão do Chá, nos informa José Octávio de Arruda Mello.

Josélio Carneiro, da Secom