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14 de dezembro de 2012

SVO da Paraíba melhora índice de esclarecimento de causa mortis



O Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), melhorou o índice de esclarecimento de óbito por causa mal definida. O Ministério da Saúde preconiza que esse índice deve ser de até 10% e a Paraíba reduzir para 7,99% neste ano.

De acordo com a gerente executiva de vigilância em saúde da SES, Talita Tavares, esse avanço no diagnóstico de óbitos por causa mal definidas pode ser atribuído às melhorias implantadas no SVO pelo Governo do Estado e às parcerias feitas com órgãos e instituições.

Criado em dezembro de 2002, o Serviço de Verificação de Óbito é um órgão de saúde estadual responsável pela execução de necropsias em vítimas de morte natural com ou sem assistência médica e tem como finalidade o esclarecimento das causas mortis em toda a Paraíba.

“A partir da conclusão patológica sobre o que levou a vítima à morte, a população passa a ter mais controle sob seus hábitos, para que o mesmo mal não o acometa”, avalia Talita Tavares.

Ela explicou que o Estado conta com o Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) que cadastra e produz estatísticas sobre doenças letais. Esses dados são destinados a melhorar os métodos de prevenção das doenças, como conscientização pública e programas de vacinação. O SVO conta com o apoio da Gerência de Medicina Legal (Gemol) para definir as causas mortes dos casos em que se verifica sinais de violência, ou causas duvidosas.

O SVO também mantém parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que arca com as despesas básicas como água, luz e internet. O serviço também disponibiliza material para que os professores ministrem aulas práticas. “Os professores podem mostrar ‘in loco’ aos alunos de medicina, enfermagem e outros cursos da área de saúde como estão dispostos os órgãos do corpo humano, assim como a sua fisiologia, por meio de exames realizados pela nossa equipe de profissionais”, explica Talita Tavares.

Ela lembrou que antes da implantação do SVO, os atestados de óbitos possuíam causa morte generalizada, como “complicações cardíacas”, “morte súbita”, “senilidade” e “falência múltipla dos órgãos”. “Hoje, com os exames, podemos explicar às famílias por qual complicação cardíaca seu ente chegou a óbito. A morte súbita e a senilidade são subsídios que contribuem para o diagnóstico. A falência múltipla dos órgãos tornou-se a consequência de outras doenças que são descritas nas declarações de óbitos”, detalha Talita Tavares.

Serviço – O SVO funciona 24 horas diariamente na UFPB, em João Pessoa, para recebimento e remoção de corpos. Nesse último caso, o serviço é feito quando a família do paciente é de extrema pobreza e não tem condições de transportar o corpo. Mais informações sobre o serviçopodem ser obtidas pelo telefone (083) 3218-7371.

Os corpos chegam ao SVO vindos das residências das vítimas, dos hospitais e das ruas. Se, após realizados os exames, não houver um familiar para identificar a vítima, o corpo permanece no SVO por um período de 30 dias e depois é doado para universidades e outras instituições de pesquisas, para que serva aos estudos dos alunos da área de saúde.

O SVO só faz o exame (necropsia) para saber a causa da morte de pessoas que foram a óbito por causas naturais. Em casos de mortes violentas esse diagnóstico fica por conta do Departamento de Medicina Legal. A qualquer sinal de agressão física, a exemplo de um hematoma ou até mesmo um corte por pequeno que seja, não se pode proceder com os exames que vão identificar a causa da morte.

Quando o corpo chega ao SVO é feita uma entrevista com os familiares que falam sobre a vida da vítima e as respostas vão ajudar a equipe a diagnosticar  a causa da morte. Quando  não é possível identificar a causa da morte no SVO, é retirado um pequeno fragmento de um dos órgãos da vítima e encaminhado  a um laboratório, a exemplo do Lacen e do Centro  de Diagnóstico do Cancer (CDC) para análise e consequentemente diagnóstico da causa do falecimento.