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14 de dezembro de 2012

Sudema inicia curso de preservação ambiental em Areia Vermelha



A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) fará nestes sábado e domingo (15 e 16) a parte prática do curso “Conduta Consciente em Ambientes Recifais”, iniciado na última quinta-feira. O curso é destinado a estudantes universitários que durante o verão vão atuar como agentes que orientarão os turistas sobre a importância da preservação ambiental no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo.

O curso é uma forma de adesão à campanha nacional do Ministério do Meio Ambiente e, na Paraíba, a Sudema recebeu a parceria dos professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPB), Faculdade Unida da Paraíba (UNPB), bem como, da Capitania dos Portos, do Batalhão Ambiental e da Prefeitura Municipal de Cabedelo.

O objetivo é fazer com que turistas e comerciantes despertem para a importância econômica e biológica do parque.

Parte teórica – No primeiro dia de curso teórico, ocorrido no auditório da Sudema, foram abordados temas como a Lei de Crimes Ambientais, poluição sonora, Código de Pesca, a situação atual do parque marinho e as normas de conduta para orientar visitantes com o manejo de transportes aquáticos particulares, destino correto do lixo e outras situações que eles podem encontrar corriqueiramente.

A coordenadora de Educação Ambiental da Sudema, Karina Massei, exibiu o mapa de visitação do parque aos extencionistas para que eles pudessem adquirir as noções básicas e dimensionais da área. “Eles precisam saber qual será o local apropriado para estacionamento de embarcações, catamarãs, lanchas, veleiros e jet-skis, a área protegida dos corais, banho e mergulho, bem como, os pontos oficiais de embarque, e a biodiversidade marinha”, destacou.

A concluinte do curso de Meio Ambiente do IFPB, do campus de Cabedelo, Ângela Regina, que participa pela segunda vez do projeto, destacou a importância do trabalho: “Simultaneamente nós ajudamos aos turistas e aprendemos com eles. É muito gratificante pelo que o ambiente nos propicia: um verdadeiro cartão postal”, diz.

“Embora Areia Vermelha seja uma área de preservação ambiental de proteção integral existe o turismo lá e para que tudo ocorra da melhor forma possível iremos proporcionar o contato dos estudantes com o ambiente”, destacou a professora do Curso de Meio Ambiente do IFPB, Christine Eloy, lembrando que os alunos ainda terão aulas de canoagem para que cheguem a áreas protegidas dos corais em caso de necessidade.

Na aula teórica da quinta-feira, a professora Christine explicou aos extencionistas sobre os ambientes recifais, sua riqueza de biodiversidade, e comparou o ambiente marinho com as florestas tropicais em meio terrestre, pois a cada quatro espécies marinhas, pelo menos uma vive em ambientes recifais.

Nesta sexta-feira (14), professores universitários junto à equipe de educação ambiental da Sudema estão ministrando aulas sobre os impactos ambientais e como fazer para minimizá-los e conservar o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha.

O estudante de geografia da UFPB e do Curso Técnico de Meio Ambiente do IFPB, Jerônimo Souza, participa pela primeira vez do projeto com o objetivo de agregar conhecimento à prática: “Participei de outros cursos relacionados ao parque marinho e por ter interesse em aprofundar meus conhecimentos estou fazendo a extensão. Além do mais, vou sair dos livros para conhecer de perto este belo parque”, disse.

Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha – O local é uma das 25 Unidades de Conservação da Paraíba com uma área alta biodiversidade marinha, onde existe uma grande reprodução de espécies, que abrigam outras passageiras como golfinhos e tartarugas que se alimentam nos arrecifes de corais em uma área de 230,91 hectares.

Estima-se que as águas azuis e cristalinas do parque, localizada no litoral de Cabedelo, protejam ao menos nove espécies de corais, nove tipos de esponjas, 41 moluscos, 31 crustáceos, 55 de peixes, entre outros grupos da fauna recifal. Espécies de peixes valorizadas comercialmente também vivem nos arrecifes.