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Substituição vai ocorrer em JP, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Alagoa Grande e Sousa

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 - 17:07 - Fotos: 
A Paraíba será o oitavo Estado brasileiro a utilizar um novo larvicida para combater o mosquito transmissor da dengue. O Diflubenzuron substituirá o Temefós que foi utilizado por mais de duas décadas no País. Inicialmente, o produto será utilizado em seis municípios, nos quais o Aedes aegypti apresentou alto nível de resistência ao Temefós, de acordo com pesquisa nacional por amostragem realizada em 1998, pelo Ministério da Saúde. Como exigência para a troca do larvicida, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou nesta quarta-feira (15), uma capacitação para 56 técnicos de 12 Gerências Regionais de Saúde.

De acordo com a chefe do Núcleo de Entomologia e Pesquisa Operacional da SES, Laura Ney, no primeiro dia a ‘Capacitação sobre o uso do Diflubenzuron para o controle da dengue’ foi direcionada aos técnicos da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da SES.  Nesta quarta-feira (16), o mesmo treinamento será dirigido aos coordenadores de Vigilância Ambiental dos seis municípios onde acontecerá a substituição do larvicida: Alagoa Grande, Bayeux, Cabedelo, João Pessoa, Santa Rita e Sousa.

Resistência – Laura Ney disse que após a pesquisa por amostragem do Ministério da Saúde, os testes pelo Programa Nacional de Monitoramento de Resistência do Aedes aegypti começaram a ser realizados no Estado a partir de 2001, logo após os primeiros indícios de resistência num nível muito baixo ao larvicida. “Mas foi a partir de 2005/2006 que o nível de resistência aumentou ao uso do Temefós. A mudança de um larvicida deve ocorrer sempre quando houver a comprovação de resistência num nível que prejudique o controle de determinado inseto transmissor que se quer combater”, lembrou.

Ela afirmou que a mudança do larvicida para os demais municípios deve ocorrer progressivamente. “O Ministério da Saúde deve realizar a mudança, pois o processo de resistência provavelmente já está espalhado em outras localidades”, adiantou.

Prevenção – A chefe do Núcleo de Entomologia informou que o combate ao Aedes aegypti constitui o meio mais eficiente de prevenção da dengue. Este combate vem sendo realizado pela eliminação mecânica dos criadouros do vetor e pelo controle químico, com o uso de produtos sintéticos. Entre os novos produtos, o Diflubenzuron se apresentou como boa alternativa em pesquisa de campo e laboratório, por ser considerado um produto atóxico para peixes, aves e mamíferos, ser biodegradável, não-sistêmico e de baixo impacto ambiental.

Laura Ney disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou o larvicida como um produto seguro à saúde humana para uso em água de consumo, tendo cumprido todos os protocolos do Programa Internacional de Segurança Química para uso em água potável. “O produto teve sua eficácia e eficiência avaliadas pela Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde, no período de 2004 a 2005, e em estudos simulados de campo”, disse.

Ela adiantou que também nesse período não houve nenhum problema durante o trabalho de aplicação do produto diluído e do próprio pó entre os agentes de saúde que participaram dos testes. “O Diflubenzuron tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já vem sendo usado no combate ao Aedes aegypti nos Estados do Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe”.

Da Assessoria de Imprensa da SES