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Shows da banda Totonho e os Cabra e de Adeildo Vieira fecham primeira edição do Projeto Cambada

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016 - 12:01 - Fotos: 

Depois de duas semanas de shows com o intuito de valorizar os compositores e artistas da terra, o projeto Cambada encerra sua temporada de estreia em João Pessoa. A última semana do projeto traz shows da banda Totonho e os Cabra, na quinta-feira (27) e de Adeildo Vieira, na sexta-feira (28). As apresentações acontecem na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rego, às 20h. A entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante). A venda de ingressos é feita na bilheteria do local, começando às 18h.

Lançado este ano pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), o projeto, cujo nome faz referência ao coletivo de caranguejos, consiste em realizar uma curta temporada de shows onde artistas da terra se apresentam com repertório construído exclusivamente com músicas de compositores paraibanos.

A semana de estreia contou com Seu Pereira e Coletivo 401, e A Troça Harmônica e Escurinho. O músico Wister e o Trio APX passaram pelo palco na segunda semana.

Com a ação, a Funesc oferece um breve panorama da produção local à população, ampliando dessa forma o acesso às mais variadas vertentes da música, onde cada artista apresenta, além de seu repertório autoral, músicas de conterrâneos. “Pretendo cantar poucas músicas minhas. Vou cantar mesmo é canções de alguns companheiros que pincei na nossa cena musical e que se encaixa um pouco com minha forma de tocar e cantar”, explica o músico Adeildo Vieira.

Totonho e Os Cabra – Coco ao Pé Do Ouvido – O começo de ano e conversa. Assim promete ser o primeiro show de Totonho e os Cabra no formato acústico. Depois da experiência na Casa de Cultura Cosmopolita, no ano passado, o show “Totonho ao Pé do Ouvido”, e do lançamento do “Coco Ostentação” e do primeiro EP da Banda, é hora de misturar os dois concertos num só, com canções inéditas e outras que quase nunca desembarcam no repertório do Cabra. E hora do coco seco, do “Coco ao Pé do Ouvido”, com menos instrumentos, sem o auxílio luxuoso da eletrônica que sempre acompanhou como conceito e tendência ao Bando Totonho e os Cabra.

Com participações de Alex Madureira e do violonista Luis Umberto, a cambada preparou músicas que podem até ser ouvidas pelo público sentado, mas a vontade de dançar estará presente à espera do novo álbum que será gravado no Rio de Janeiro, logo após o carnaval. Será o terceiro registro da carreira da banda, com o nome “Os Sambas Que Cartola Não Quis Fazer”. É chegada a hora da reviravolta no conceito ‘cabra’ e de começar a trilhar caminhos entre ‘Fino Coletivo’ e Jakcson do Pandeiro. A produção já foi definida e confiada a Kamal Kassin, um dos mais festejados produtores da cena brasileira. Foi ele quem produziu o álbum “Sabotador de Satélite”, além de premiados álbuns no Brasil e na cena internacional junto a artistas como Los Hermanos, Gal Costa, Marcelo Jeneci, Moreno Veloso, Orquestra Imperial, Erasmo Carlos, Lenine, Luis Melodia, entre outros.

Totonho é natural da cidade de Monteiro e funda seu arquétipo de composições a partir da rica cena de repentistas locais e ícones da poesia nordestina. Para a banda do show “Coco ao Pé do Ouvido”, o artista conta com Chico Limeira, Gabriel Araújo e Nildo Gozales.

Adeildo Vieira – Compositor do Nordeste brasileiro, nascido na cidade de Itabaiana, estado da Paraíba. Iniciou sua trajetória musical em 1984, desenvolvendo projetos culturais de natureza coletiva no Musiclube da Paraíba, entidade de músicos e compositores paraibanos por onde passaram artistas como Pedro Osmar, Chico César, Milton Dornellas, Paulo Ró, Escurinho, entre outros.

Seu álbum mais recente, “África de Mim”, foi lançado em dezembro de 2015 com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura do Governo do Estado da Paraíba. Esse novo trabalho nasce com aspirações universais e desejo de mundo, pois representa nas canções nele contidas a experiência colhida em suas relações culturais com o continente africano, exaltando ainda a força da canção brasileira com raízes negras.

Adeildo Vieira se constitui hoje num dos nomes mais importantes da cena cultural da Paraíba, pois traz na sua postura a presença de artistas que fazem a dignidade das expressões culturais da sua terra que, aliás, transcendem os limites geográficos ou políticos que grosseiramente se impõem nas lógicas de mercado. Este artista carrega a bandeira da universalidade que reconhece tanto as raízes como as antenas do seu povo.

 

Serviço

Projeto Cambada

Quarta, 27/01 – Totonho

Quinta, 28/01 – Adeildo Vieira

Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira, Espaço Cultural

Hora: 20h

Ingressos: R$ 10 (inteiro) e R$ 5 (meio)*

* A venda de ingressos é feita na bilheteria do local do show, começando às 18h