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12 de setembro de 2012

SES reúne profissionais e discute estratégias contra influenza em JP, Patos e Piancó



A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância e Saúde, reuniu, nesta quarta-feira (12), representantes dos núcleos hospitalares, farmacêuticos e os coordenadores das 12 Gerências Regionais de Saúde da Paraíba, com o objetivo de trabalhar o Protocolo de Tratamento de Influenza do Ministério da Saúde. O objetivo do encontro é fortalecer o fluxo de notificação e distribuição do medicamento Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu).  O evento aconteceu simultaneamente nas cidades de João Pessoa, Patos e Piancó.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Ana Estela, os profissionais foram orientados sobre como proceder para realização de um mapeamento, diagnóstico e planejamento das ações contra influenza.

“Serão distribuídos kits referentes ao mais recente protocolo do Ministério da Saúde, com ficha de notificação, para que se tenha um diagnóstico da situação nas diversas regiões do Estado”, destacou Ana estela.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, explicou que o protocolo do Ministério da Saúde recomenda tratamento oportuno dos casos de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). “Seguindo os critérios para definição de casos (SG ou SRAG), o protocolo traz conduta medicamentosa com o uso de Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) de forma empírica (não se deve aguardar confirmação laboratorial) junto aos medicamentos sintomáticos e da hidratação, independente da situação vacinal. O Protocolo está disponível no site do Ministério da Saúde”, explicou.

O vírus influenza é transmitido facilmente de uma pessoa infectada para outra por meio de gotículas e pequenas partículas produzidas pela tosse, espirro ou durante a fala, além do contato das mãos com superfícies contaminadas. No Brasil, os vírus influenza predominantes são o Influenza A e o Influenza B. Os subtipos da influenza A que predominam são: o A/H1 sazonal, A/H3 sazonal e A(H1N1)pdm09.

A Gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES lembra ainda que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave devem ser notificados. “O profissional de saúde deverá realizar a coleta da naso e orofaringe e enviar o material para o Lacen Paraíba, acompanhado de uma cópia da ficha de Notificação. A ficha original deverá ser entregue para o núcleo hospitalar de epidemiologia ou na Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH) e deverá ser encaminhada imediatamente para o Estado e município”, alerta.

Dados – De janeiro até agora, foram notificados 13 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Estado, sendo que um caso destes foi confirmado para Influenza A H1N1 em Guarabira, evoluindo para alta hospitalar. Os casos notificados prevalecem entre as faixas etárias de 15 a 19 anos (três casos) e de 30 a 39 anos (três casos). O Estado não registrou nenhum óbito por H1N1. O monitoramento da circulação viral acontece junto às unidades sentinelas para casos de Síndrome Gripal (SG).