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SES realiza curso para reduzir a transmissão vertical de Aids e sífilis

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 15:03 - Fotos: 
Das 32.017 gestantes submetidas a exames para diagnosticar os vírus da Aids e da sífilis, entre janeiro e setembro deste ano, 40 tiveram diagnósticos positivos de HIV e 172 de sífilis. Os dados foram repassados pela Gerência Operacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que desenvolve o Projeto Nascer em 26 hospitais e maternidades do Estado.
 
Para melhorar a notificação e investigação destas doenças nas mulheres grávidas e crianças expostas, a SES realiza a partir desta quarta-feira (2), às 8h30, no Hotel Netuanah, em João Pessoa, o Curso Básico de Vigilância Epidemiológica – Transmissão Vertical do HIV/Sífilis.

De acordo com a técnica da Gerência Operacional de DSTs/Aids, Elizabeth Barboza, o curso acontecerá até a próxima sexta-feira (4) e será dirigido a 35 representantes da coordenação de Vigilância Epidemiológica de 12 Gerências Regionais de Saúde, profissionais da Atenção Básica das 13 Gerências Regionais de Saúde e funcionários de hospitais e maternidades do Projeto Nascer.

O Curso Básico de Vigilância Epidemiológica será aberto pela gerente executiva de Vigilância em Saúde, Cleane Toscano. A gerente operacional de DSTs/Aids da SES, Marta Brasileiro, fará um panorama do Projeto Nascer na Paraíba. No primeiro dia da capacitação está programado a realização de dinâmicas, pactuação de horários, divisão de grupos de trabalho, apresentação da metodologia e objetivos do treinamento, aulas expositivas, entre outros.

Transmissão vertical - No segundo e terceiro dias do treinamento, os organizadores do evento elaboraram uma agenda de trabalho com diversas atividades, entre elas, a exposição de estudos de casos de Sífilis em gestantes, dinâmicas e apresentação de vídeo. O Projeto Nascer visa evitar a transmissão vertical (da mãe para o filho) do HIV e sífilis.

 
A criança pode ser infectada pelo vírus durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. Para evitar a transmissão da doença da mãe para o bebê, o Ministério da Saúde preconiza o cumprimento de um protocolo que começa pela realização do exame para diagnosticar o vírus da Aids no primeiro e terceiro trimestre da gestação.

Caso o resultado seja positivo, a gestante é encaminhada para o Serviço de Assistência Especializada (SAE), hoje presente nos municípios de João Pessoa (que atende as gestantes no Hospital Universitário Lauro Wanderley), em Cabedelo, Santa Rita e Campina Grande, que funcionam vinculados às coordenações municipais de DSTs/Aids, das secretarias municipais de Saúde.

Conduta – No SAE, a gestante inicia o uso de medicamentos anti-retrovirais a partir da 14ª semana de gestação. Nestes casos, é recomendado o parto cesariana de forma programada. Se estas mulheres não tiveram acesso ao exame durante o pré-natal, será realizado o teste rápido na maternidade. “Caso o diagnóstico seja positivo na hora do parto, deve ser administrado na mulher o AZT injetável desde o início do trabalho do parto até o corte do cordão umbilical. No recém-nascido, será administrada a primeira dose do AZT xarope ainda na sala de parto ou nas primeiras duas horas após o nascimento e nos próximos 42 dias”, lembrou Marta Brasileiro.

É suspenso o aleitamento materno e substituído por uma fórmula infantil (leite em pó). Segundo Marta Brasileiro, durante a gestação, as mulheres que têm o vírus HIV apresentam 65% de chances de infectar o bebê. Durante o parto, as chances de transmissão são de 35% e, na fase da amamentação, este risco diminui ainda mais e varia de 7 a 22%.

Projeto Nascer - A gerente operacional de DSTs/Aids informou que o Projeto Nascer está presente em 28 maternidades ou hospitais em 18 municípios paraibanos. Segundo ela, a SES pretende ampliar o serviço para mais sete municípios: Monteiro, Itabaiana, Campina Grande, Piancó, Caaporã, Esperança e Princesa Isabel.

Além das maternidades e hospitais do Projeto Nascer, a notificação da sífilis e HIV em gestantes e crianças expostas deve ser feita por outras maternidades e unidades hospitalares, além das unidades básicas de saúde. A notificação deve ser encaminhada para as coordenações de Vigilância Epidemiológica das Gerências Regionais de Saúde.

Da Assessoria de Imprensa da SES