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SES orienta sobre Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti

quinta-feira, 20 de março de 2014 - 08:42 - Fotos:  Secom-PB

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental (Gova), realizou durante a manhã desta terça-feira (18) uma reunião com a equipe técnica da secretaria, para avaliar os dados ambientais do mês de janeiro. Na ocasião, foi definido que o segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti(LIRAa) ou Levantamento de Índice Amostral (LIA) deverá ser realizado por todos os municípios nesse mês de março, com o objetivo de avaliar a eficácia do trabalho executado durante o 1º bimestre do ano, bem como ajudar os municípios a direcionarem o controle vetorial.

De acordo com dados da Gova, no mês de janeiro, 187 municípios realizaram tal metodologia, e destes 79,7% estavam em situação de alerta ou risco para a doença. Os municípios que em janeiro apresentaram maiores Índices de Infestação Predial (IPP), ou seja, todos acima de 10% foram: Brejo dos Santos (33,3%), Riacho dos Cavalos (30,6%), Imaculada (20,0%), Alagoa Nova (19,1%), Bom Sucesso (18,5%), Fagundes (14,8%), Queimadas (13,9%), Barra de Santana (13,8%), Emas (13,4%), São Sebastião do Umbuzeiro (12,3%), Brejo do Cruz (11,8%), Várzea (11,4%), Cajazeiras (11,2%), Catolé do Rocha (10,7%) e Ingá (10,4%). 

Em relação aos municípios com altos índices e sorologias positivas para a dengue, o Estado já disponibilizou carro fumacê, apoio técnico e repasse dos insumos necessários para a realização do trabalho de campo”, disse a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares.  Ainda segundo dados do IPP, a maioria das positividades de larvas foi detectada em depósitos ao nível do solo para armazenamento doméstico (barris, tonéis, tinas, baldes e outros). “Orientamos que os devidos cuidados para armazenamento da água devem ser seguidos, como a limpeza regular dos depósitos com escova, além de mantê-los devidamente cobertos”, explicou a gerente.

Talita explicou também que a SES orientou oportunamente cada município para a implementação das ações de campo, para que sejam trabalhadas as áreas com maior positividade de larvas. Para os municípios com cobertura de agentes inferior ao necessário foi sugerida a admissão e/ou contratação de agentes, para que possa ser realizada uma cobertura adequada das visitas. 

Levantamentos e ações - O LIRAa (Levantamento do Índice Rápido de Aedes aegypti) e o LIA (Levantamento de Índice Amostral) são metodologias utilizadas para nortear o trabalho de campo dos agentes de endemias que possibilitam aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção. Os levantamentos são promovidos em parceria com as secretarias municipais de saúde. 

Os municípios classificados como de risco são os que apresentam larvas do mosquito em mais de 4% dos imóveis pesquisados. É considerado em estado de alerta locais em que os imóveis pesquisados possuem larvas do mosquito entre 1% e 3,9%, sendo índice satisfatório os locais abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.

Ações - Foram realizadas reuniões nos dois primeiros meses do ano com os supervisores da Vigilância Ambiental da 2ª, 3ª, 5ª, 6ª, 9ª e 10ª Gerência Regional de Saúde, que compõem 123 municípios. Nessas reuniões foram abordados e discutidos assuntos referentes à intensificação do trabalho de campo, encaminhamentos necessários sobre os depósitos predominantes, que são os recipientes para o acondicionamento de água encontrado dentro dos domicílios, os criadouros onde foram encontrados larvas do mosquito da dengue, de vedação total, tratamento do depósito vulnerável (cobrir ou tapar esses depósitos, caso não seja possível a sua destruição ou eliminação).

 Também foram discutidas as Diretrizes Nacionais para a prevenção e controle da dengue, quanto ao tratamento de 100% dos depósitos, número ideal de Agentes Comunitários de Endemias e a sua proporção por imóvel, métodos de controle. Além disso houve a apresentação dos inseticidas utilizados no Programa Nacional de Controle da Dengue (Adulticidas e Larvicidas) nas operações de rotina e de emergência, sua formulação, uso correto e quantidade, apresentação específica do larvicida usado no PNCD (Novaluron), formulação, princípio ativo, uso no campo, técnicas de cubagem, além da apresentação de mecanismos para a melhoria do trabalho de campo, enfatizando como ação primordial o trabalho educativo e sanitário.