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18 de maio de 2011

SES leva mais ações preventivas para áreas atingidas por cheias



Técnicos e coordenadores da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se reunirão na manhã desta quinta-feira (19) na sede da 2ª Gerência Regional de Saúde, em Itabaiana, para definir novas ações de assistência e cuidados médicos nas regiões afetadas com as cheias provocadas pelas chuvas.

Estarão presentes representantes dos municípios de Cuitegí, Pilões, Mulungu, Pirpirituba e Alagoa Grande, que historicamente sofrem com inundações durante o período chuvoso.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, explica que na reunião serão repassadas orientações os municípios sobre os protocolos que devem ser seguidos no momento da ocorrência de uma emergência em saúde pública desta natureza. O objetivo é a redução da morbimortalidade decorrente desses eventos que causam danos ambientais.

A Defesa Civil apresentará a previsão do tempo, a situação dos açudes e coleções hídricas no período de chuvas de junho, como também mostrará o que pode vir a acontecer caso o índice pluviométrico seja elevado.

Serão sinalizadas as áreas de risco em cada município e serão dadas orientações sobre a evacuação dessas áreas. “Também estaremos distribuindo cartilhas que orientam as condutas frente às inundações e normas e rotinas que devem ser implantadas em abrigos”, disse Júlia Vaz.

A SES vai disponibilizar para as secretarias municipais material educativo (sobre dengue, leptospirose, hepatite A, cólera, meningite, acidentes com animais peçonhentos, doenças diarréicas agudas). “A população deve ser trabalhada com antecedência para controle efetivo de doenças e agravos”, alerta Júlia Vaz.

A partir das 14 horas serão retomadas as visitas a alguns municípios vítimas das inundações nas últimas chuvas. O município que será visitado na tarde desta quinta-feira será Pilar. Na sexta-feira (20) serão visitados os municípios de Areia e Arara.

Júlia Vaz explica que durante a visita serão avaliadas as condições sanitárias dos abrigos coletivos e haverá uma roda de conversa com Saúde, Defesa Civil, Educação e demais seguimentos da sociedade local. “No momento avaliaremos a necessidade de entregar medicação básica e hipoclorito. Também daremos orientações sobre protocolos que devem ser adotados tendo em vista a ocorrência de doenças ou óbitos na área”, explicou.

Cartilhas – A SES também vai entregar cartilhas que orientam as condutas frente às inundações e normas e rotinas que devem ser implantadas em abrigos. Júlia Vaz explicou que a cada semana a SES vai seguir um cronograma com o intuito de orientar todos os municípios que podem sofrer o efeito das chuvas previstas pela Aesa no mês de junho.

“É um trabalho cansativo, mas fantástico. Nas visitas passamos por lama, dificuldade de acesso, mas até o momento temos alcançado resultados gratificantes. Não tivemos óbito por leptospirose nestes municípios e nenhum surto ou óbito por doenças comuns nas situações de inundações. Em alguns municípios que visitamos as casas ficaram quase que totalmente submersas ou ilhadas, com acesso só por barco. Mas sem grandes danos à saúde da população”, avalia Júlia Vaz.

Ela afirmou que o trabalho preventivo e educativo já foi realizado em Santa Rita, Bayeux, Itabaiana, Salgado de São Félix, Mongeiro, Ingá e Gurinhém. “Já conversamos com a 1ª Gerência Regional de Saúde para agendar a conversa com os municípios do seu território que estão sob ameaça de inundações no mês de junho, e estamos aguardando definição de data”, finalizou.