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SES capacita profissionais dos Centros de Tratamento do Tabagismo

quarta-feira, 23 de maio de 2012 - 16:57 - Fotos:  Kleide Teixeira/Secom-PB

Foto: Kleide Teixeira/Secom-PB

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou nesta quarta-feira (23), no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa, a capacitação para os médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas que trabalham nos Centros de Referência no Tratamento do Tabagismo de todo Estado.  “Com isso, o Governo do Estado garante a qualificação dos profissionais e, consequentemente, contribui para a melhoria do atendimento ao fumante”, disse a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, Gerlane Carvalho.

Na Paraíba, são 37 municípios com o serviço, que funciona dentro das Unidades de Saúde (Alagoinha, Areia, Aroeiras, Bananeiras, Bayeux, Belém, Bonito de Santa Fé, Caaporã, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Caturité, Cuité, Esperança, Guarabira, Itabaiana, João Pessoa, Juru, Lagoa Seca, Lucena, Monteiro, Patos, Pedras de Fogo, Piancó, Pocinhos, Pombal, Princesa Isabel, Queimadas, Remígio, Santa Luzia, Solânea, Soledade, Sumé, Sousa, Taperoá e Tavares) e sete que serão instalados (Alhandra, Barra de Santana, Lastro, São Bento, Santa Rita, Sapé e Sobrado).

Todos esses Centros são de responsabilidade das prefeituras e entre as funções do Governo do Estado está capacitar, monitorar e repassar medicamentos. Na abertura oficial, quem esteve representando o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Sousa, foi a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Júlia Vaz. Ela explicou que com a nova regionalização do Estado, por meio do Decreto 7.508, da Presidência da República, foram verificados vazios em relação a estes serviços. “Esta capacitação vem, justamente, para preencher esta lacuna e ampliar o acesso ao tratamento”, falou.

Programação – A psicóloga Vera Borges, representante do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que trabalha com o tratamento de fumantes, fez a primeira palestra. Intitulada “Tratamento do fumante na rede SUS”, ela mostrou a distribuição dos fumantes por regiões. O Nordeste aparece em segundo lugar (17,2%), perdendo apenas para a região Sul (19,0%).

À tarde, foram abordados os temas “Entendendo o tabagismo como dependência”; “Fatores que dificultam parar de fumar”; “Deixando de fumar sem mistério” e “Apoio medicamentoso”.

Nesta quinta-feira (24), serão apresentadas a Fiscalização das Leis, a atuação das Vigilâncias Sanitárias de João Pessoa, Cabedelo e Patos e as situações dos fumantes nos municípios de Campina Grande, Sumé e Princesa Isabel e do tabagismo na Paraíba.

Fumantes – De acordo com o Inca, na Paraíba há 511.480 fumantes e 99.720 deles (19,49% do total) estão em João Pessoa. Em todo o Estado, mais de 2,5 mil pessoas morrem por ano em decorrência do uso do cigarro. O tabagismo é um dos fatores de risco mais fortes para o aparecimento de câncer na população paraibana – a segunda causa de morte. De acordo com dados da SES, do período de 2001 até agora, o câncer foi responsável por mais de 25.200 mortes na Paraíba.

O tratamento para parar de fumar é totalmente gratuito pelo SUS e nem todos os fumantes precisam fazer uso de medicamentos para acabar com o vício. “Alguns param de fumar só com as sessões e acompanhamento psicológico. Depende do grau de dependência da nicotina, que é avaliado pelo médico. Os pacientes que têm um grau de dependência maior precisam da medicação”, disse Gerlane Carvalho.

Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano, Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande.

 

Dia Mundial de Combate ao Tabagismo – Em 31 de maio, Dia Mundial de Combate ao Tabagismo, a SES irá promover um evento no 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, em João Pessoa. Serão realizadas palestras, ações de saúde e orientações nutricionais e psicológicas para os policiais militares.