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5 de novembro de 2012

SES e Inca qualificam profissionais da saúde para registro de câncer



Cerca de 30 profissionais de saúde, incluindo biólogos e enfermeiros, estão participando em João Pessoa, do curso de capacitação e requalificação no Registro de Câncer na Paraíba. A capacitação está sendo realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).  O curso que se estende até a próxima sexta-feira (9).

Em suas considerações na abertura do curso, a Chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Gerlane Carvalho, ressaltou a prioridade dada aos profissionais de saúde paraibanos. “O Inca promove esta capacitação uma vez por ano, sempre priorizando um determinado estado. Desta vez, conseguimos trazer o evento para a Paraíba e priorizar nossos profissionais, pensando na melhor qualidade das informações registradas em nosso estado”.

O curso ministrar aula prática em laboratório, na quinta-feira (8), no Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB). Gerlane informou que os profissionais serão certificados mediante aprovação em uma prova a ser realizada no final da capacitação. “Isso demonstra a seriedade do serviço a ser prestado. É de extrema importância que os profissionais responsáveis pelo registro dos casos de câncer nas unidades de saúde de referência da Paraíba saibam, de fato, lidar com as informações e incluí-las adequadamente nos sistemas (SISRHC e SISBASEPOP) de notificação”.

De acordo com o Inca, o Registro de Câncer de Base Populacional (SISBASEPOP) é a coleta de dados de uma população claramente específica (com diagnóstico de câncer) em uma área geográfica delimitada. São registros que fornecem informações permanentes sobre o número de casos novos nessa área delimitada, permitindo detectar setores da área onde a população local é mais afetada pela doença, fatores ambientais que podem estar relacionados e influenciar na prevalência da doença, identificar grupos étnicos afetados promovendo assim investigações epidemiológicas e estudos específicos.

As informações obtidas desses registros também auxiliam na determinação da necessidade de campanhas junto à população na detecção precoce e prevenção do câncer, como também na avaliação de novas técnicas diagnósticas.  O principal propósito desse tipo de registro é avaliar o impacto do câncer em uma determinada população.

O Registro Hospitalar de Câncer (SISRHC) coleta dados de todos os pacientes atendidos no hospital, com diagnóstico confirmado de câncer.  Esse serviço tem sido descrito como um espelho que reflete o desempenho do corpo clínico em relação à assistência prestada aos pacientes, através da avaliação dos resultados de protocolos terapêuticos e análise de sobrevida dos pacientes, por tipo específico de câncer.

Um dos destaques é a utilização das informações do registro hospitalar no planejamento do hospital em áreas carentes para o recrutamento de profissionais necessários e como base de informação para a pesquisa clínico-epidemiológica institucional.

Os hospitais da Paraíba que fazem Registro Hospitalar de Câncer são: Fundação Assistencial da Paraíba  (FAP), Hospital Universitário Alcides Carneiro (Campina Grande), Hospital Napoleão Laureano, Instituto Walfredo Guedes Pereira (João Pessoa) e Hospital Regional de Patos.