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11 de fevereiro de 2012

SES e Círculo do Coração discutem diagnóstico da cardiopatia por telemedicina



A Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Círculo do Coração e médicos de 12 maternidades do Estado se reuniram na manhã deste sábado (11) para discutir o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas. Esta foi a terceira reunião sobre o tema com o objetivo de qualificar os profissionais no sistema de teleconsulta, através dos equipamentos de videoconferência que interligam as instituições envolvidas.

O Circulo do Coração é uma ONG sem fins lucrativos com sede em Recife (PE), mas que já tem uma unidade em João Pessoa. Aintenção do convênio firmado com o Governo do Estado é oferecer qualificação científica e assistência às fmaílias das crianças cardiopatas. O objetivo dessas reuniões é sensibilizar e mostrar para esses profissionais a importância do diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas.

Os médicos que participam do convênio realizam uma triagem através do exame de oximetria em todos os recém-nascidos em até 24 horas após o nascimento. Trata-se de um exame que mede a saturação de oxigênio no sangue. Nos casos em que é detectada alguma anormalidade, os bebês são encaminhados para realizar exames mais aprofundados, como o ecofuncional. “Só neste ano já aplicamos o exame em mil recém-nascidos. E três deles foram triados com problemas cardíacos”, informou a coordenadora do Círculo do Coração, Sandra Matos.

Interligação – A rede de maternidades estruturada para realizar o diagnóstico da cardiopatia tem três maternidades de referência: Cândida Vargas,em João Pessoa, o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea),em Campina Grande, e Peregrino de Carvalho,em Patos. Na Capital, estão interligadas às rede as maternidades Frei Damião, Arlinda Marques e Hospital da Polícia Militar General Edson Rasmalho. Na região de Campina Grande, estão ligadas as maternidades das cidades de Esperança, Monteiro e Picuí. E na área de Patos, estão interligadas as maternidades dos municípios de Itaporanga, Sousa e Cajazeiras.

O coordenador da rede de maternidades para o diagnóstico precoce da cardiopatia no Estado e também coordenador da maternidade Cândida Vargas, o médico Cláudio Teixeira Régis, explicou que foi montada estrutura de internet para interligar todos os hospitais e maternidades. “A intenção é que os médicos possam se qualificar, tirar dúvidas, trocar experiências, dialogar sobre os casos e realizar de maneira rápida o diagnóstico da doença. É o sistema de telemedicina. Todas as maternidades têm aparelhos de informática como data-show, I-pads e linha de internet para manterem contato constantemente”, explicou.

Sistema de triagem – Na reunião deste sábado, na sede do Conselho regional de medicina (CRM), também estiveram presentes representantes da Associação Paraibana de Radiologia e Pediatria. No encontro estavam ginecologistas, obstetras e ultassonografistas. Segundo ele, em um segundo momento será implantado um sistema de triagem intrauterina, a fim de que as cardiopatias sejam diagnosticadas mais precocemente, e as gestantes sejam encaminhadas aos profissionais que fazem medicina fetal e tenham seus filhos em unidades de referência em cardiologia.

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Souza, afirmou que o Governo está ampliando a qualidade do acesso à saúde para aqueles que mais precisam do serviço, utilizando equipamentos de ponta, oferecendo conhecimento científico na área e melhorando a infraestrutura dos hospitais.

O convênio – A parceria entre o Governo do Estado e a Associação Círculo do Coração foi assinada em outubro do ano passado. Na Paraíba, 12 maternidades e o Complexo de Pediatria Arlinda Marques fazem parte do projeto. As cidades que estão sendo beneficiadas com o convênio são João Pessoa, Picuí, Monteiro, Esperança, Itaporanga, Guarabira, Campina Grande, Sousa, Patos e Cajazeiras.

Somente no Arlinda Marques, desde junho de 2009, quando o hospital começou a realizar as cirurgias, 132 crianças e adolescentes com cardiopatia foram operadas no Estado. Só em janeiro deste ano foram cinco. De acordo com os dados do setor de Contas Médicas do CPAM, a maioria das crianças que passa pelas cirurgias tem menos de dois anos de idade.