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SES discute regionalização do Samu com representantes dos municípios da PB

sexta-feira, 5 de março de 2010 - 14:14 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu nesta sexta-feira (5), representantes da área de saúde para discutir a ‘regionalização da rede de urgência e emergência do Samu 192’, em uma oficina realizada no Hotel Verde Green, em João Pessoa. O objetivo do projeto, do Ministério da Saúde (MS), é ampliar para 100% a cobertura do serviço em todo o País. Na Paraíba, a SES, em parceria com os municípios, pretende instalar uma Central de Regulação Médica de Urgência do Samu em cada uma das quatro macrorregionais de saúde – em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa – e aumentar o número de bases descentralizadas, que são unidades fixas de suporte ao serviço, para agilizar o atendimento.

Durante o evento, o secretário de Saúde do Estado, José Maria de França, disse que a SES vai mobilizar os municípios para que eles façam adesão ao projeto e informou que a Paraíba deverá receber novas ambulâncias para o Samu. “Vamos intensificar o nosso trabalho de mobilização junto aos 223 municípios e esperamos que até o final desse ano a Paraíba toda tenha acesso aos serviços do Samu, que, hoje, é referência em todo o Brasil na área de atendimento de urgência e emergência”, disse.

Infraestrutura – O secretário lembrou que a Paraíba possui infraestrutura para um bom funcionamento da ‘rede’, citando como exemplo os hospitais regionais do Estado que, segundo ele, estão bem distribuídos geograficamente. Atualmente, o Samu funciona apenas em João Pessoa (que atende também os municípios de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde), Piancó (que atende outros 15 municípios da região), Sousa (que atende outros 16 municípios da região), Campina Grande e Patos.

Segundo o coordenador nacional de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde (MS), Clésio Castro, as despesas para a ampliação do serviço – que vai incluir construção ou reforma dos prédios onde serão instaladas as centrais de regulação, além da compra das ambulâncias, mobília e equipamentos – vão ser divididas entre o MS – que vai entrar com 50% dos recursos – e estados e municípios, que financiarão o restante.

Adesão – Clésio lembrou que vários outros estados do Nordeste, como Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará, além de outros do Sul do País, a exemplo de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, já aderiram ao projeto. “A nossa meta é que até final deste ano, esse projeto esteja implantado em todo o Brasil e com a regionalização e ampliação do Samu, com certeza a população terá um atendimento mais eficiente, com rapidez e de qualidade”, comentou. 

Portarias – Durante a oficina, que contou com a participação de secretários de saúde, gerentes das 12 regionais de saúde, técnicos da SES e representantes dos 25 colegiados de gestão do Estado, foram apresentadas e discutidas as portarias 2.970/2008, que trata da regionalização do Samu, e 1.020/2009, que dispõe sobre as unidades de pronto atendimento (UPAs).

Centrais de Regulação – Cada Central de Regulação Médica do Samu é composta por uma equipe de médicos reguladores, radio-operadores e técnicos de atendimento e regulação médica. Os técnicos são responsáveis pelo primeiro contato com a pessoa que aciona o 192, encaminhando o caso para o médico avaliar e decidir para onde o paciente será conduzido e em que tipo de unidade móvel (básica ou avançada). Depois disso, o radio-operador aciona a unidade mais próxima para fazer o atendimento. 

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB