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SES discute a implantação do projeto Rede Cegonha na Paraíba

sexta-feira, 9 de setembro de 2011 - 10:33 - Fotos:  Secom-PB

A Rede Cegonha, um projeto do Ministério da Saúde criado para melhorar o atendimento pré e pós parto e também perinatal, será implantado na Paraíba. A meta é qualificar a assistência prestada às gestantes e às crianças com até 2 anos.

A implantação da rede na Paraíba foi discutida pela Secretaria de Estado da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), gerentes regionais de saúde, gerências administrativas da SES, além de representantes de municípios como Cabedelo, Alhandra, Santa Rita e Bayeux. A reunião foi realizada no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor –RH) em João Pessoa e serviu para apresentar o projeto do Ministério.

Para Murilo Wanzeler, assessor de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde, a Rede Cegonha representa a construção de uma assistência regionalizada e humanizada, que pretende reduzir a quantidade de partos cesarianos e oferecer mais qualidade no atendimento de partos de alto risco: “A Rede Cegonha, além de incentivar o parto normal, proporcionará que a mulher seja atendida no serviço de saúde mais próximo de sua casa”, previu Wanzeler.

Menos deslocamentos – A presidente do Cosems e secretária de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira, enfatizou que a Secretaria de Estado da Saúde e o Conselho estão trabalhando para melhorar a atenção à saúde da Paraíba por meio da regionalização dos serviços. Estão sendo criadas redes de serviços para evitar que a população se desloque de cidades do interior para os grandes centros urbanos, a exemplo de João Pessoa e Campina Grande.

A Rede Cegonha contará com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014 em todo o país. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança. A meta é levar as ações inseridas na Rede Cegonha a todo o país. Inicialmente, o cronograma de implantação da rede priorizará as regiões da Amazônia Legal e Nordeste.

Gestantes – A Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil. Nos postos de saúde, será introduzido o teste rápido de gravidez. Confirmado o resultado positivo, será garantido um mínimo de seis consultas durante o pré-natal, além de uma série de exames clínicos e laboratoriais.

Entre as novas estruturas estarão as Casas da Gestante e do Bebê, que dará acolhimento e assistência às gestantes de risco, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

A rede hospitalar obstétrica de alto risco também será fortalecida, com ampliação progressiva da quantidade de leitos na rede SUS, de acordo com as necessidades apresentadas pelos municípios.

Bebês – Nos primeiros dois anos de vida da criança, a Rede Cegonha compreenderá a atenção integral à saúde da criança, desde a promoção do aleitamento materno até a oferta de atendimento médico especializado para eventuais necessidades de cada criança.

Outra ação prevista na Rede Cegonha direcionada às crianças será equipar as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Cegonha) para o transporte seguro do recém-nascido.