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26 de junho de 2009

SES define estrutura hospitalar para atender pacientes graves com gripe A



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está ampliando o número de leitos disponíveis para tratamento de pacientes infectados pelo vírus H1N1, que precisem de internação na rede hospitalar da Paraíba, dentro do plano de prevenção e controle da gripe A. Na primeira reunião com representantes de hospitais de João Pessoa e Campina Grande foram disponibilizados mais sete leitos, chegando a 10, e o Hospital Universitário Lauro Wanderley colocou todo o setor de Doenças Infecto-Contagiosas (DIC), que tem 40 leitos, à disposição de pacientes de risco da influenza A, caso haja necessidade. A Paraíba não teve até agora nenhum paciente de risco.

A reunião – que aconteceu na manhã desta sexta-feira (26) na sede da SES, em João Pessoa – foi aberta pela secretária-executiva da Saúde, Lourdinha Aragão, e conduzida pela gerente da Vigilância em Saúde, Cleane Toscano. Lourdinha esclareceu que a medida é preventiva e os três leitos do HU de João Pessoa disponibilizados desde o surgimento da pandemia são suficientes para este momento, mas o Estado precisa se preparar para um possível aumento de casos e, por isso, convocou a reunião. Dos novos sete leitos, quatro são do HULW, dois do Regional de Campina Grande e um no Hospital da FAP, também em Campina.

HU de Campina – Cleane Toscano informou que na próxima semana, a SES entrará em contato com a direção do Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande, para que a unidade seja a segunda referência no Estado e ‘porta de entrada’ de pacientes suspeitos de gripe A. “Os dois HUs ficariam então como referências e os demais hospitais como suporte. Vamos acionar todos os gestores municipais para que eles mobilizem os hospitais da rede credenciada pelo SUS em todo o Estado e nos digam quantos leitos de suporte poderemos dispor para pacientes de risco”, afirmou.

A infectologista Helena Germóglio, que representou o HU de João Pessoa na reunião, entrou em contato com o superintendente do hospital, João Flávio, que ofereceu mais quatro leitos de imediato para compor a estrutura atual. “O diretor afirmou que se fosse necessário transformaria todo o setor de DIC em isolamento hospitalar para os casos de influenza, contanto que os outros hospitais recebam os pacientes atualmente atendidos na unidade. Isso é natural que ocorra, porque o HU já agiu assim em outras pandemias”, explicou.

Isolamento – A gerente de Respostas Rápidas da SES, Diana Pinto, fez uma exposição do protocolo de conduta para atendimento de casos de influenza A e lembrou que o isolamento hospitalar só é recomendado para crianças com menos de dois anos de idade, idosos com mais de 60, gestantes, imunodeprimidos, cardiopatas, pneumopatas e outros pacientes considerados do grupo de risco, que podem ter complicações e ir a óbito.

“Aos pacientes fora desse grupo se recomenda o isolamento domiciliar, que é o caso dos nossos pacientes até agora. Aos contatos próximos, a recomendação é de quarentena domiciliar. O Ministério da Saúde também prevê o ‘distanciamento social’, que é o caso da suspensão de atividades públicas, mas isso só se houver evidência de transmissão autóctone (de pessoa a pessoa). Por enquanto, os casos são importados”, explicou Diana.

Mais um caso – Desde o surgimento da nova gripe, a SES notificou nove casos suspeitos da doença, sendo que cinco foram descartados, dois confirmados e dois estão em investigação. Não houve casos para internação, até agora. A última suspeita foi notificada nesta sexta-feira e é uma economiária de 45 anos, moradora de João Pessoa, que chegou do Peru no último dia 21, apresentou sintomas (febre, tosse, dor na garganta e mialgia) no dia 25 e procurou o HU nesta sexta-feira. Foi recomendado o isolamento domiciliar, pois a paciente não se inclui no grupo de risco, e quarentena domiciliar aos contatos próximos. A amostra para o exame foi coletada e encaminhada ao Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará.

Assessoria de Comunicação da SES