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SES comemora Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar

sexta-feira, 14 de maio de 2010 - 16:03 - Fotos: 
O Governo do Estado está investindo R$ 800 mil na instalação do Laboratório de Paternidade do Hemocentro da Paraíba. Atualmente, os testes de DNA requeridos por paraibanos na Justiça são feitos por uma empresa de São Paulo. A previsão da Secretaria de EstaO Dia Nacional de Controle de Infecção Hospitalar – instituído pelo Ministério da Saúde no dia 15 de maio – será comemorado durante toda semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), com a distribuição de material educativo em hospitais de alta complexidade de João Pessoa, Campina Grande e os regionais, no interior do estado. A Coordenadora Estadual de Controle de Infecção de Infecção Hospitalar (Cecih), Helena Germóglio, aproveitou a data para lembrar que o simples ato de lavar as mãos com sabão é uma grande arma contra as infecções.

“A Portaria 2616/98, em seu anexo IV, fala da importância da lavagem das mãos, termo que foi substituído por ‘higienização das mãos’ por sua abrangência de técnicas, para a prevenção e controle das infecções hospitalares. Gostaríamos de solicitar, também, aos gestores de instituições que prestigiassem o trabalho desenvolvido pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs), pois é pautado na melhoria da qualidade na assistência”, disse.

A Cecih está realizando a campanha educativa ‘Lavar as mãos: um pequeno gesto, uma grande atitude!’, através de orientações e distribuição de faixas e banners nos serviços de saúde. A infecção hospitalar pode ser adquirida na hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. A manifestação da contaminação pode ocorrer após a alta, desde que esteja relacionada com algum procedimento realizado durante a passagem pelo serviço de saúde. “Não existe um índice zero de infecção hospitalar”, frisou Helena Germóglio.

Exigência legal – De acordo com a Lei 9.431/1997, todo hospital do país deve ter um programa de controle de infecções hospitalares. A fiscalização da existência e atuação das CCIHs nos hospitais é realizada pela Vigilância Sanitária e a Coordenação Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (Cecih) realiza ações normativas e educativas.

Cada hospital possui uma clientela diferente e variados níveis de atendimento. Por isso, o risco de adquirir infecção hospitalar também varia, de acordo com os diversos serviços e procedimentos realizados. O grau de infecção hospitalar é medido através de indicadores mensais.

“Os hospitais podem possuir taxas de infecção hospitalar completamente diferentes, sendo que algumas muito maiores do que outras. Isto ocorre porque os hospitais atendem diferentes grupos de pessoas com diferentes susceptibilidades e práticas. Além disto, hospitais com maior tecnologia costumam atender pacientes mais graves e realizam maior número de procedimentos que ultrapassam as barreiras naturais, o que torna a comparação quase impossível”, explicou.  

Comissão de controle – Uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) possui profissionais que devem detectar casos de infecção hospitalar, seguindo critérios de diagnósticos previamente estabelecidos; conhecer as principais infecções hospitalares detectadas no serviço e definir se a ocorrência destes episódios de infecção está dentro de parâmetros aceitáveis; elaborar normas de padronização para que os procedimentos realizados na instituição sigam uma técnica sem a penetração de microorganismos, diminuindo o risco do paciente adquirir infecção; colaborar no treinamento de todos os profissionais da saúde no que se refere à prevenção e controle das infecções hospitalares.

Também é atribuição da CCIH, realizar controle da prescrição de antibióticos, evitando que os medicamentos sejam utilizados de maneira descontrolada no hospital, além de recomendar as medidas de isolamento de doenças transmissíveis, quando se trata de pacientes hospitalizados. A equipe da CCIH, ainda, deve oferecer apoio técnico à administração hospitalar, para a aquisição correta de materiais e equipamentos e para o planejamento adequado da área física das unidades de saúde.

Da Assessoria de Imprensa da SES/PBdo da Saúde (SES) é que os exames comecem a ser processados na Paraíba em um mês, gerando economia de tempo para quem espera até quatro meses pelos resultados e de dinheiro aos cofres públicos. Entre 2006 e 2009, o Estado gastou R$ 756.049,51, na realização de 3.560 exames, um custo médio de R$ 212,00, por exame. No Hemocentro, o resultado do teste deve ser dado em um mês, com um custo médio de 158,75.

O secretário estadual de Saúde, José Maria de França, disse que neste primeiro ano, o Estado vai continuar contando com a empresa licitada para a realização dos exames. “Hoje, temos cerca de 700 exames aguardando para serem feitos. Com a montagem do Laboratório de Paternidade no Hemocentro, esperamos zerar essa ‘fila’ em um ano e sair dessa dependência. A incerteza da paternidade, além de envolver uma questão econômica de sustento e herança dos pais, tem um peso social e emocional muito grande para os filhos. Investimos nesse laboratório por uma questão de economia e para dar uma resposta mais imediata às pessoas que estão à espera do resultado.”, disse.  

Investimento – A diretora do Hemocentro, Patrícia Freitas, explicou que, inicialmente, foram investidos R$ 800 mil na reforma e refrigeração das instalações físicas, na compra de equipamentos (entre eles um sequenciador genético), na capacitação de pessoal e dos kits com reagentes para realização dos testes. Depois desse investimento inicial, a SES vai adquirir apenas os kits para os exames. A primeira aquisição foi no valor de R$ 127 mil e permitirá o laudo de 800 investigações de DNA.

Uma equipe técnica do laboratório de biologia molecular do Hemocentro participou de treinamento, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), coordenado pelo chefe do Laboratório de Diagnósticos por DNA, Elizeu Fagundes, para iniciar os trabalhos em João Pessoa. “A gente pretende oferecer um serviço melhor e mais ágil à população, que hoje precisa aguardar meses os resultados dos exames, que são feitos fora do Estado”, destacou Patrícia Freitas.

O laboratório
– A coordenadora do Laboratório de Paternidade, Roseneide Pontes, explicou que o Laboratório de Paternidade tem quatro salas. Ela destacou que foram adquiridos além do sequenciador genético, uma cabine de fluxo laminar, centrífuga spin, freezers, geladeiras, termociclador e os insumos específicos (kits) para a realização dos testes, além da adequação da área física que receberá mobília nova e computadores.

“Temos a necessidade de quatro salas porque o exame requer várias etapas, que devem ser realizadas em salas distintas. Uma será para a administração e nas demais vão ser realizados a extração do DNA, a técnica de PCR (reação em cadeia pela polimerase) que é a amplificação do DNA e a sala do seqüenciamento genético. O laudo do exame deverá sair dentro de um mês depois de coletada a amostra de sangue dos envolvidos”, explicou.

Segredo de Justiça
– Os exames de DNA são requeridos pela Justiça gratuita, que oficia à Secretaria de Estado da Saúde (SES), em favor dos usuários. O resultado do exame é devolvido em um envelope lacrado ao juiz que o solicitou. Todo o processo corre em segredo de Justiça. Ainda de acordo com Roseneide Pontes a coleta do sangue será realizada em uma sala separada da coleta comum. “Temos que ter todo cuidado com as pessoas que serão enviadas para o Hemocentro para fazer a investigação de paternidade. Elas vão precisar ficar em uma sala específica para não ter problema”, frisou.  

O DNA é uma molécula que está presente nos cromossomos no núcleo das células de qualquer ser vivo. Ela contém as informações genéticas, onde estão inscritas todas as características fundamentais das pessoas, animais ou plantas. Segundo Roseneide Pontes, o DNA (ácido desoxirribonucléico) é uma espécie de impressão digital herdada dos pais, por isso, o resultado do exame tem uma precisão de 99,9%. “Os erros são quase impossíveis na hora de confirmar e comprovar as suspeitas de uma investigação de paternidade ou maternidade de uma pessoa, ou qualquer outro tipo de identificação”, ressaltou.

Assessoria de Imprensa da SES-PB