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SES apela a grupos prioritários e idosos a comparecerem aos postos

quinta-feira, 20 de maio de 2010 - 14:17 - Fotos: 
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lembra que as campanhas de vacinação contra a gripe pandêmica H1N1 destinada a grupos prioritários e contra a gripe sazonal para idosos termina nesta sexta-feira (21), em todo o Brasil. Até o final da manhã desta quinta-feira (20), a Paraíba vacinou 68% da população-alvo (1.750.172), ficando na 11ª posição no ranking nacional de vacinação, de acordo com dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Com relação à imunização de idosos foram vacinadas 52,55%, das 410.140 pessoas com mais de 60 anos no Estado, obtendo a segunda colocação no Nordeste.

Vacina segura – O coordenador de imunização da SES, Walter Albuquerque, lembrou que a vacina é segura e que a prova disso é que o grupo prioritário que teve a maior cobertura de vacinação contra a H1N1 foi o formado pelos profissionais da saúde, que têm a consciência da eficácia da vacina. “Nós sabemos que a vacina é o único meio seguro de evitar as complicações e mortes por gripe. A cobertura entre as crianças também foi alcançada. O grupo na faixa etária de 30 a 39 anos foi o que menos se vacinou. É bom lembrar que a parte que cabia aos governos foi feita (aquisição de vacinas, organização das estratégias e abertura de postos) e as pessoas que menos atenderam ao chamado são adultas e responsáveis pelos seus atos”, disse.

“Esta população é a mais difícil de procurar os postos. Primeiro, porque as pessoas trabalham e só estão em casa à noite, quando os postos não funcionam. Alguns municípios estão criando estratégias para tentar vacinar este grupo, com a instalação de postos volantes de vacinação nos principais locais de concentração desse público”, disse. Foram imunizados 303.054 adultos com idade entre 30 a 39 anos na Paraíba, representando mais de 55% da meta.

Walter destacou, ainda, que é importante a vacinação de todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários (gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, portadores de doenças crônicas, incluindo idosos, e jovens e adultos de 20 a 39 anos), porque são aquelas mais suscetíveis à gripe pandêmica.  Em todo o Estado, existem 1.007 postos preparados para garantir a imunização.

Dados H1N1 – Na Paraíba, foram registrados 27 casos de gripe A, sendo que quatro morreram. No Brasil, no ano passado, de 2.051 óbitos registrados por H1N1, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram, ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total). As crianças menores de dois anos tiveram a maior taxa de incidência de complicações no ano passado (154 casos por 100 mil habitantes). E, finalmente, os adultos entre 30 e 39 anos, que representam a maior parcela de mortes – 22% do total.

Gripe mata – As gripes e complicações causadas pela doença se acentuam em junho e a doença pode levar a morte. Nos últimos cinco anos, a influenza e as pneumonias mataram 2.676 paraibanos, segundo registros da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O sistema de informação revela, ainda, que, destas pessoas, 1.924 (71,89%), tinham mais de 60 anos de idade. De acordo com estes dados, os idosos são mais vulneráveis à gripe comum e às suas complicações.

Na Paraíba, a campanha de vacinação contra a gripe comum teve início no dia 26 de abril com meta de imunizar 80% de uma população de 410.140 pessoas que têm mais de 60 anos de idade. Segundo o coordenador de imunização da SES, Walter Albuquerque, todos os anos a Paraíba consegue atingir a meta. “Muitos idosos acham que tomando a vacina contra a H1N1 fica imunizado contra a gripe sazonal, mas não é. Quem tem mais de 60 anos e é portador de doença crônica tem que tomar as duas vacinas para ficar imune da gripe A e da gripe comum”, explicou.

Assessoria de Imprensa da SES-PB