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4 de junho de 2011

SES amplia postos de coleta de leite humano no Estado



O Centro Estadual de Referência para Bancos de Leite Humano Anita Cabral (Cerblhanc), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), está expandindo os postos de coleta no Estado. O Hospital Sinhá Carneiro, em Santa Luzia, vai ganhar um posto de coleta durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que acontece sempre na primeira semana de agosto. Até dezembro, a meta é também levar os postos para os municípios de Monteiro, Pombal, Princesa Isabel, Picuí, Solânea e Itabaiana.

Com isso, a rede de aleitamento materno passará de 12 postos de coleta de leite humano para 19, além dos seis bancos de leite. Hoje, são 320 mães doadoras que, juntas, são responsáveis por um estoque que abastece cerca de 180 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado, além de bebês prematuros.

A diretora do Centro, Thaise Ribeiro, está comemorando a expansão, mas chama a atenção para a necessidade do aumento do número de mães doadoras. “Estamos expandindo a rede, mas precisamos muito da consciência das mães doadoras. Para se ter uma ideia, cada bebê prematuro, durante o período que ele fica internado, toma em média oito litros de leite”, frisou.

Atualmente, segundo enfatizou, o estoque do Cerblhanc, localizado ao lado da maternidade Frei Damião, em Cruz das Armas, está com 70 litros de leite humano, o que ainda é pouco para atender a demanda.

Importância do leite materno – O leite materno é considerado um alimento completo que age como uma vacina natural, protegendo o bebê de diferentes doenças. Além de ser indispensável para o bebê, também melhora a saúde da mãe ao reduzir risco de doenças como diabetes e câncer de mama e de ovário.

Especialistas recomendam que a alimentação nos primeiros seis meses de vida seja constituída exclusivamente de leite materno. Depois dos seis primeiros meses de vida da criança, devem ser incluídos, na dieta, os alimentos complementares como frutas, legumes, cereais e carnes.

Mesmo com a inclusão de outros alimentos na dieta, recomenda-se que a amamentação seja mantida até os dois anos (ou mais) de vida do bebê.