João Pessoa
Feed de Notícias

Serviço integra Política nacional de Humanização do SUS

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 - 11:27 - Fotos: 

O Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL) é referência em todo o Estado no atendimento de alta complexidade. Porém, muitas pessoas procuram a unidade com enfermidades menores, a exemplo de uma dor de ouvido.

Como forma de orientar à população sobre qual o seu tipo de atendimento, a direção implantou o serviço de ‘acolhimento com classificação de risco’, seguindo a política nacional de Humanização da atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

O trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional, treinada dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde (MS), no que diz respeito ao acolhimento dos pacientes que procuram os hospitais públicos. Esta equipe é formada por um enfermeiro, um técnico em enfermagem, um psicólogo e uma assistente social, que trabalha em regime de plantão de 12h.

O setor fica localizado na portaria principal do Hospital de Trauma. A sistemática do serviço funciona da seguinte forma: chega ao hospital um paciente grave, com fraturas múltiplas. Este tem prioridade no atendimento e é encaminhado de imediato para a Emergência, onde vai receber todo o suporte médico necessário para restabelecer o seu quadro clínico. No local, a equipe médica, composta de vários especialistas, faz o diagnóstico do paciente e o encaminha para fazer os exames, sejam estes de imagem ou laboratoriais. Dependendo do caso, a vítima irá passar ainda por um procedimento cirúrgico.

Todo o procedimento descrito acima é rotina no Trauma e tem um único objetivo: salvar a vida do paciente. Porém, antes do funcionamento do Hospital de Trauma de JP, havia uma lacuna na rede pública no atendimento aos casos de emergência. “As emergências dos hospitais têm de dar o melhor para o pior momento do paciente. E para alcançar esta resolutividade, tem que haver investimentos em insumos, em recursos humanos e em equipamentos. E esta tem sido uma das nossas metas de gestão”, enfatizou a diretora Técnica do HT, a medica Aleuda Nágila.

O paciente José Genuíno da Nóbrega é um exemplo de caso de atendimento de alta complexidade. Morador da cidade de Guarabira, ele deu entrada no hospital na tarde da última terça-feira (23) vítima de acidente de moto. A vítima, que teve fratura exposta na perna direita, foi transferida para o Trauma e assim que chegou foi imediatamente atendida. No setor de emergência, ele foi submetido a vários exames, dentre eles raio x. Devido à gravidade do ferimento, em poucos minutos estava no bloco cirúrgico.

Com a perna imobilizada, o jovem agora se recupera na enfermaria número 10. Passado o susto do acidente, ele afirma que foi atendido com rapidez e eficácia no hospital. “Assim que cheguei, foi logo para a emergência e fiz os exames rapidamente. Por ser um hospital público me surpreende com o atendimento, pois já me operei em uma unidade particular e cheguei a desmaiar de dor por falta de cautela da equipe. Aqui, foi e estou sendo muito bem tratado. A equipe é atenciosa, tem o maior cuidado com o a gente”, agradeceu o paciente.

Atendimento humanizado

E o atendimento humanizado não se resume apenas para os pacientes. Os familiares também são recepcionados com os mesmos critérios e têm todas as informações necessárias sobre o enfermo, como bem frisou Aline Ribeiro da Silva, esposa de José Genuíno. “Cheguei ao hospital desesperada, sem saber o que tinha acontecido direito com o meu marido. De imediato, uma assistente social que estava de plantão veio conversar comigo, me acalmou e informou como ele estava. Toda a equipe está de parabéns pela assistência”, destacou Aline.

Mesmo funcionando para prestar serviço de alta complexidade, o Hospital de Trauma recebe diariamente pacientes que não estão dentro do perfil de atendimento da unidade. De acordo com dados do sistema de informação, este número chega a 30% do total de atendimento realizado.

Entre os casos estão, por exemplo, dor no tórax, febre, derrame no olho, crise nervosa e torcicolo. Mas mesmo não se enquadrando no perfil do hospital, todos os pacientes que procuram a unidade são atendidos. E é para organizar esta demanda que a equipe de Acolhimento com classificação de risco atua. Nestes casos simples, o paciente tem que esperar o de maior gravidade ser atendido pelo médico, para em seguida ser sua vez.

Em média, este tempo de espera pelo atendimento médico, em se tratando de um pronto-socorro, vai depender da demanda, mas dura em torno de 30 minutos. Este paciente, que não apresenta quadro clínico com risco de morte, é encaminhado ao setor de Urgência para o devido atendimento com o médico plantonista.

Satisfeita com o atendimento que recebeu estava à dona de casa Severina Martins de Oliveira. Ela acompanhava a filha de 19 anos, que foi atendida no setor de Urgência com um problema de desvio de coluna. Elas chegaram ao hospital na madrugada da terça-feira (23), passaram pelo acolhimento e foram prontamente recebidas pela equipe médica de plantão. “Foi atendida muito bem. Assim que minha filha chegou, fez logo os exames de sangue, urina e ultrassonografia. Depois de ser avaliada por um neurologista, ele fez o encaminhamento e agora vamos voltar para Guarabira”, disse a dona de casa.

Acolhimento com Classificação de Risco

O Acolhimento com Classificação de Risco, serviço este que vem funcionando efetivamente com as determinações do Ministério da Saúde há cerca de oito meses, segue a seguinte tabela de orientação: Emergência (Cor Vermelha)- Atendimento médico imediato/ Perigo de Morte; Urgência (Cor Amarela)- Atendimento de urgência (no máximo 30 minutos de espera); Prioridade (Cor Verde)- Atendimento médico imediato/ De acordo com a demanda e Consulta (Cor Azul)- Acolhimento com encaminhamento responsável.

Os atendimentos de urgência e emergência resultam, em muitos casos, em internações, cirurgias e exames (radiografia, ultra-sonografia, tomografias, exames laboratoriais). Mensalmente são atendidas no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa cerca de 6.500 pacientes nas mais diversas especialidades médicas.

Atualmente, a equipe é formada por 48 médicos a cada plantão de 12h, nas seguintes especialidades: traumato-ortopedia; cirurgia geral; cirurgia vascular; cirurgia torácica, neuro-cirurgia; cirurgia urológica; cirurgia traumato buco-maxilo-facial; cirurgia plástica reparadora; oftalmologia, otorrinolaringologia, anestesia; clínica médica; pediatria; intensivista adulto; intensivista pediátrico; radiologista; endoscopista; hematologia; nefrologista; hemodinamicista e cardiologista.

A unidade disponibiliza 150 leitos, entre enfermarias, UTI's adulto e infantil, câmaras hiperbárica e Unidade de Choque. Além do atendimento especializado de Urgência e Emergência, o Hospital também é referência no socorro às vítimas de queimaduras, onde possui o setor de Unidade de Terapia de Queimados (UTQ). Na atual gestão, os boxes de atendimento nos setores de Emergência e Urgência foram ampliados, passando de dois para oito e de quatro para oito, respectivamente.

Tabela com os dez principais motivos de atendimento na Urgência/ Emergência, no sentido decrescente: Queda- 17,92%; Outros- 9,82%; Facada- 6,92%; Trauma- 5,92%; Acidente de Motocicleta – 5,77%; Ferimentos- 5,38%; Acidente de Automóvel- 4,70%; Dor Abdominal- 3,99%; Cefaléia- 3,99% e Queimadura- 3,07%.

Da Assessoria de Imprensa do HETSHL