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Serão reflorestados aproximadamente 30 mil metros quadrados da mata atlântica

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 - 19:23 - Fotos: 

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Sudema) estão fomulando Termo de Compromisso com o objetivo de reflorestar aproximadamente três hectares, ou 30 mil m² da Mata do Buraquinho. A medida, segundo a bióloga da Cagepa, Tânia Maria, é uma forma de compensar a retirada de árvores por parte da Companhia em outro trecho de mata atlântica localizado no bairro de Mangabeira.

“A Cagepa precisou extrair algumas árvores de um resquício de mata atlântica em Mangabeira para executar o projeto de ampliação do sistema de esgotamento sanitário do local. Como forma de compensar essa perda, a Sudema sugeriu que os órgãos atuassem em parceria na recuperação do trecho da Mata do Buraquinho que até poucos dias era ocupado por 250 famílias da comunidade Paulo Afonso”, relatou a colaboradora.

Ao explicar o projeto, Tânia afirmou que, apenas no primeiro dos dois anos de vigência do convênio de cooperação técnica e financeira, seriam plantadas 6 mil mudas de espécimes nativas de Mata Atlântica. “A Cagepa assumirá os encargos financeiros da produção, plantio e manutenção das árvores, custeando o material e os serviços terceirizados do Jardim Botânico, que irá cuidar do plantio das mudas”, detalhou.

Apenas a área reflorestada irá, segundo o projeto, seqüestrar aproximadamente 7,3 toneladas de CO2, gás responsável pelo efeito estufa e pela formação das “ilhas de calor” nas cidades, e produzirá 18 toneladas de Oxigênio.

A Cagepa também irá licitar obras para a construção de um muro de arrimo e cercas padrão para proteger o trecho reflorestado de novas invasões e agravos ambientais. “O projeto prevê a construção de 50,5 metros de muro de arrimo e 460 metros de cercas padrão, já utilizadas pelo Jardim Botânico em outros trechos da Mata do Buraquinho. Estamos aguardando o aval da Sudema para darmos início ao processo licitatório”, disse Tânia Maria.

O valor total do projeto a ser financiado pela Cagepa ainda não é certo, já que o custo dos materiais ainda não foi fechado. Para Tânia, é necessário fazer um levantamento mais preciso e uma descrição detalhada dos produtos que serão utilizados no processo de reflorestamento. “Os procedimentos adotados pela Cagepa exigem essa formalidade, mas isso não representa um obstáculo para a consumação do convênio de cooperação técnica e financeira”, conclui a bióloga.

Eber Azevedo de Freitas, da Assessoria de Comunicação e Marketing – Cagepa