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Seminário sobre Arranjos Produtivos Locais encerrado após quatro dias de discussões

sexta-feira, 2 de setembro de 2016 - 17:07 - Fotos: 

O seminário “O Futuro do Desenvolvimento: O Brasil, o Nordeste e a Estratégia de Arranjos Produtivos Locais”  será encerrado nesta sexta feira (2), após quatro dias de discussões em sete mesas temáticas com vários atores de diferentes segmentos, entre os quais se destacaram os representantes da Rede Lixo & Cidadania, Fundos Rotativos Solidários, ASAPb (Articulação do Semiárido Paraibano).

Foram abordados temas como Políticas Sociais e Desenvolvimento Econômico Territorial, Territorialidade, desenvolvimento e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais: Diálogos entre a pesquisa e os atores econômicos e institucionais, O Futuro do desenvolvimento territorial e os Núcleos de APLs do Nordeste, entre outros.

O evento contou ainda com uma exposição dos empreendimentos solidários de artesanatos, agricultura familiar e Arranjos Produtivos Locais que refletem as políticas públicas do estado da Paraíba.
Na ocasião, a secretária executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária (Sesaes) Ana Paula Almeida, foi convidada pelo Núcleo de Estudos em Tecnologia e Empresas do Departamento de Economia (Nete) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para compor a mesa que tinha como tema Territorialidade, desenvolvimento e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais: a metodologia da RedeSist refletida a luz de experiências exitosas.

A executiva destacou que o seminário teve como fundamentado fortalecer a economia popular das pequenas cooperativas, dos arranjos produtivos e indústrias, como também apresentar experiências exitosas aqui no Estado e pensar o futuro para que a Paraíba continue avançando. “Esses dias reunimos esses setores com o intuito de falar e organizar diversos grupos que recebem investimentos do Governo do Estado, por meio do Procase, Cooperar, Setde, Sesaes, para planejar um plano futuro a partir de investimentos já realizados, e principalmente na expectativa do desenvolvimento para os pequenos empreendimentos que precisam de assessoramento técnico de formação, créditos e apoio para avançar no trabalho, no emprego e na renda”, comentou.
A professora e pesquisadora da RedeSist/APLs, Maria Lúcia Falcon, da Universidade Federal de Sergipe, enfatizou a importância desse seminário no momento em que o Brasil está passando por um processo de transição. “A sociedade está colocando em xeque dois modelos de desenvolvimento, um que aposta na capacidade nossa de produção, de inovação, na nossa cultura, nos territórios, e ao mesmo tempo o enfrentamento com outro modelo que acredita nas cadeias globais de valor, na financeirização da vida; então isso é questionável por vários ângulos, da justiça social e da questão ambiental. É uma oportunidade enorme de nos encontrarmos com a realidade diante de tantos depoimentos. O seminário veio para nos trazer lucidez”, ressaltou.

Já Dilei Aparecida, membro da coordenação estadual do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que a sociedade, os camponeses, catadores, sertanejos, os sem terra, professores e de todos os outros segmentos da sociedade, eles não conhecem a força de si mesmo, se conhecessem eles poderiam gerar sua própria autonomia. Falou ainda que não há desenvolvimento sem organização social e sem democratização da terra. “Por isso, a reforma agrária é ainda a alternativa para o crescimento de uma nação, bem como a garantia da soberania alimentar”, concluiu.