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13 de fevereiro de 2014

SEMDH apoia mobilização das famílias do caso de Queimadas



A Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana está apoiando as mobilizações das famílias e movimentos de mulheres que cobram a data do julgamento de Eduardo Santos, acusado de ser o mentor do estupro coletivo e a morte de duas mulheres em Queimadas, que completou dois anos nesta quarta-fera (12).

No ‘estupro coletivo’ de Queimadas cinco mulheres foram violentadas sexualmente e duas foram mortas. Dos dez envolvidos no caso, três adolescentes cumprem pena socioeducativa no Lar do Garoto, em Lagoa Seca. Dos adultos, seis já foram condenados, incluindo um dos irmãos do mentor, Luciano dos Santos Pereira. As penas variam de 26 a 44 anos de prisão. Todos estão no presídio de segurança máxima PB-1, em João Pessoa.

Segundo a secretária executiva Nézia Gomes, o Governo do Estado deu apoio e atendimento psicossocial às famílias das vitimas assassinadas durante o processo, participou da articulação com o poder público municipal, através da Prefeitura e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“Também acompanhamos a visita  e oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito da Violência Contra Mulher com as famílias e estamos acompanhando o processo  penal, onde indicamos o caso para a Campanha Nacional Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha, que mobiliza órgãos da Justiça pela aplicação da Lei e responsabilização de agressores e assassinos de mulheres”, disse Nézia.

Segundo ela, a mobilização e o aprendizado continuam. “Aprendemos muito com a força dessas famílias que tiraram força da dor e  da indignação para lutar por justiça com dignidade e em nome de todas as mulheres vitimas de violência sexual”, disse.  

Nota de Apoio

Às famílias e mulheres de Queimadas, nossa solidariedade e respeito pela coragem.

12 de fevereiro de 2012, a Paraíba acordou com a trágica notícia de uma barbárie na Cidade de Queimadas: um estupro coletivo de 5 mulheres jovens. Vil e torpe, era um presente de aniversário de um irmão para o outro, compactuado entre um bando de 10 homens, entre esses 3 adolescentes.

A polícia da Paraíba prendeu todos os suspeitos em menos de 24 horas. As famílias foram assistidas, vítimas acompanhadas por serviços que integram a rede de assistência às mulheres vítimas de violência da Paraíba. O assunto entrou na agenda do governador do estado, que condecorou os policiais militares e civis que atuaram no caso. A Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República compareceu. A CPMI da violência contra a mulher pautou o caso. A imprensa comparece a todas as manifestações que envolvem o caso.

O Brasil inteiro olhou para a pequenina Queimadas com olhos de justiça e garras de indignação. Nas ruas, a família, a população, o movimento de mulheres, as gestoras de políticas para mulheres clamam por justiça. Nove já foram condenados e cumprem penas. Aguardamos o julgamento do último criminoso, acusado ser o autor principal do crime. Que seja feita a justiça em 2014.