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4 de dezembro de 2014

SEMDH apoia ato público que cobra julgamento do acusado de assassinar Ana Alice, em Queimadas  



Representantes da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana participam, nesta sexta-feira (5), do ato público que cobra o julgamento do vaqueiro Leônio Barbosa de Arruda, acusado de estuprar e assassinar Ana Alice Macedo Valetin, no ano de 2012, no município de Queimadas. O ato público é organizado pelo Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice e Polo da Borborema, integrado por mais de 30 organizações, como sindicatos de mulheres rurais, associações e lideranças de movimento de mulheres.

A gerente executiva de Equidade de Gênero, Elinaide Carvalho Alves, e Maria Auxiliadora, da área de Enfrentamento à violência contra a mulher, participam da caminhada que sairá, às 10h, do Sindicato dos Trabalhadores Rural de Queimadas em direção ao Fórum de Justica da cidade. O Comitê entregará um documento ao juiz com assinaturas pedindo o julgamento do acusado.

“O julgamento do acusado com a maior brevidade de tempo é também uma meta da Secretaria de Estado da Mulher. Estamos acompanhando e apoiando o Comitê de Solidariedade Ana Alice para que data seja marcada”, disse a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares.

De acordo com a polícia, o estupro e a morte de Ana Alice teriam sido premeditados. Segundo depoimentos dados pelo próprio Leônio Barbosa à polícia, o vaqueiro acompanhou a rotina da estudante de 16 anos durante uma semana, calculando as horas em que ela descia do ônibus que a levava para Boqueirão, cidade a 30 km da casa onde ela morava, em Queimadas, ambas no Agreste paraibano. O suspeito violentou a estudante por cerca de quatro horas, segundo a polícia.

O caso – Ana Alice era militante do Polo Borborema e retornava da escola, no dia 19 de setembro, de 2012. Um motorista havia deixado a estudante em Queimadas, quando foi sequestrada e violentada. Se corpo foi enterrado na Zona Rural da cidade de Caturité. Ela foi encontrada 50 dias depois do crime. Desde o desaparecimento foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice, composto por mais de 30 organizações rurais e urbanas. Foi por meio da pressão e da mobilização que o caso foi solucionado.