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3 de agosto de 2011

Selo “Amigo da Criança” reduzirá em até 10% taxa de mortalidade infantil



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) quer reduzir de 5% a 10%, por ano, a taxa de mortalidade infantil na Paraíba, que em 2010 era de 14,88 por mil bebês de até um ano. Para isso, a Gerência Executiva de Atenção à Saúde e o Banco de Leite Anita Cabral coordenaram na tarde desta quarta-feira (3) um encontro com gestores municipais de saúde e dirigentes de hospitais para conscientizá-los sobre a importância da Iniciativa do Hospital Amigo da Criança (IHAC), do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef).

Em todo o Estado, dos mais de 30 hospitais com leitos obstétricos e maternidades, 19 já têm o selo “Amigo da Criança”. De acordo com a diretora do Banco de Leite Anita Cabral, Thaíse Ribeiro, o encontro com os gestores da saúde faz parte das comemorações da Semana Mundial de Aleitamento Materno. “É somente com a conscientização da importância do aleitamento materno e do parto humanizado que conseguiremos alcançar a meta de reduzir os índices de mortalidade infantil e também materna”, destacou.

Participaram do encontro mais de 80 representantes de órgãos municipais de saúde e hospitais. Em João Pessoa, quatro hospitais e maternidades já têm o selo: Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho, Hospital Maternidade Arlinda Marques, Maternidade Frei Damião e Maternidade Cândida Vargas.

A gerente de Atenção Primária da Gerência Executiva de Atendimento à Saúde, Patrícia Assunção, explicou que a SES possui uma equipe com aproximadamente 20 avaliadores que analisam os resultados dos hospitais e os credenciam no IHAC, para que obtenham o selo Amigo da Criança. “A vantagem é que toda a sociedade saberá que o hospital tem compromisso com o parto humanizado e incentiva o aleitamento materno de todas as crianças”, enfatizou. Ela ainda enumerou os 10 passos para que hospitais com leitos obstétricos ou maternidades obtenham o selo:

Dez passos para o Sucesso do Aleitamento Materno

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipe do serviço.

2. Treinar toda a equipe, capacitando-a para implementar esta norma.

3. Informar todas as gestantes atendidas sobre as vantagens e o manejo da amamentação.

4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.

5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos.

6. Não dar a recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que tenha indicação clínica.

7. Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Encorajar a amamentação sob livre demanda.

9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.

10. Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta hospitalar.