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Segmentos sociais discutem feminismo no Festival de Areia

sábado, 3 de agosto de 2013 - 13:02 - Fotos:  Alberi Pontes/Secom-PB

Direitos da mulher, diversidade humana e temáticas ligadas ao movimento feminista foram discutidos, na tarde da sexta-feira (2), na Câmara dos Vereadores de Areia, durante a programação da 14ª edição do Festival de Artes. A atividade foi promovida pelo Governo do Estado, através das secretarias de Estado da Cultura e da Mulher e Diversidade Humana.

O painel denominado “Pintar o sete e desenhar o oito: Feminismo, Bandeira de Lutas e Políticas públicas”, reuniu estudantes, representantes de movimentos sociais e profissionais especializadas em políticas públicas voltadas para os direitos feministas. As discussões têm o objetivo de ampliar a parceria entre Estado, municípios e sociedade civil, além de promover a troca de experiências e a criação de novos segmentos, que garantam e fiscalizem os direitos das minorias.

“Eu já tive a oportunidade de estar em organizações da sociedade civil, e hoje posso experimentar o desafio de trabalhar pelas nossas lutas do lado institucional. Nossa missão hoje é quebrar as barreiras, sempre buscando encontrar os caminhos para projetar, executar e implantar essas políticas na sociedade”, destacou a secretária de Estado da Mulher e Diversidade Humana, Gilberta Soares.

O grupo abordou questionamentos sobre a população negra, movimento LGBT, exclusão social, falta de acesso aos serviços básicos de direito e a falta de oportunidade. As propostas e estudos apresentados buscam suporte na divisão de três plataformas, baseadas na equidade de gênero, racial e LGBT.

A representante do Coletivo de Mulheres de Areia, Roseane Trajano, defendeu a causa feminista e chamou atenção da mesa e do público para a necessidade integral de comprometimento com a temática sobre o feminismo, independente da posição social e política das militantes. Ela ainda fez a leitura de um documento registrado como o primeiro manifesto coletivo de mulheres brasileiras. O material foi redigido por 100 mulheres da cidade de Areia, no ano de 1823, na luta pela independência do Brasil.

“Nós já conseguimos pontuar várias das nossas bandeiras de luta, mas é preciso monitorar e cobrar que elas sejam respeitadas e aplicadas pelas autoridades e pela sociedade em geral. Pequenas iniciativas são louváveis e devem ser ampliadas, mas precisamos ultrapassar obstáculos históricos e alcançar independência financeira, política e, principalmente, social”, defendeu Roseane Trajano.

Também fizeram parte da mesa a professora universitária Anita Leocádia, do Centro de Ciências Agrárias da UFPB, a presidente da Câmara municipal de Areia, Ana Paula Gonzaga, e a representante do Fórum sobre o Feminismo e Direitos Humanos de Campina Grande, Laís Medeiros.

Os debates foram concluídos com a participação do público e o compromisso das militantes com a proposta de interiorização das ações, além do fortalecimento dos discursos e do comprometimento com as causas coletivas.