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9 de julho de 2009

Secretários definem linhas de ação para serem analisadas no encontro de governadores



Os secretários da Casa Civil, Finanças, Planejamento, Infraestrutura, Turismo, Esporte e Cultura dos Estados nordestinos, reunidos na manhã desta quinta-feira (9) no Palácio da Redenção, em João Pessoa, definiram linhas de ação que serão analisadas e aprovadas durante o XI Fórum dos Governadores do Nordeste, que ocorre durante esta sexta-feira (10). A abertura do evento foi feita pelo governador José Maranhão, quando destacou a importância destes debates sobre temas que precisam avançar como projetos de desenvolvimento para a região.

O governador Maranhão disse que estas reuniões que acontecem no Nordeste, a última aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte, tem sido de grande proveito. “Este fórum que se estabeleceu há muitos anos tem trazido luzes na discussão de problemas que afetam a maioria dos Estados nordestinos. Questões muitas vezes abafadas nas administrações estaduais afloram com muita força, sobretudo com as luzes dos técnicos e os que integram esses fóruns trazem como contribuição para formalização de idéias, conceitos e opiniões”, comentou.

Os secretários e técnicos estão discutindo temas de interesse comum para os Estados do Nordeste, como a previsão da redução das cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) neste ano; a diminuição da Contribuição sobre a Intervenção de Domínio Econômico (Cide), em relação às previsões para 2009; questões como a revisão do Fundo de Desenvolvimento de Educação Básica (Fundeb), além da inclusão dos gastos com servidores inativos de 25% aplicados no setor educacional.

Outros temas constantes na pauta de discussões são o restabelecimento do Sistema Nacional de Planejamento; a malha aeroviária que interliga os Estados do Nordeste; a construção da Transnordestina e o setor do turismo que também merece atenção especial. “São temas que tem evoluído muito pouco e certamente serão abordados na reunião de amanhã (sexta-feira), entre os governadores”, afirmou Maranhão.

Parcerias – O reitor Rômulo Polari, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), fez uma palestra sobre as possibilidades de parcerias que os governos poderão fazer com os centros universitários, para melhor aproveitamento do seu banco de tecnologia e pesquisas que poderão ajudar no crescimento regional.

“Não dá para pensar o desenvolvimento do Nordeste sem ter papel relevante para ali ser desenvolvido pelas universidades públicas, sobretudo as federais. Há uma massa enorme de capacidade técnica e cientifica a disposição da região”, afirmou. Segundo Polari, as universidades existem para criar uma carteira de projetos e linhas de pesquisas integradas que solucionem problemas do Nordeste.

O chefe do Departamento Regional do Nordeste do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Ferraz Guimarães, informou que a proposta do Ministério do Planejamento é criar um plano unificado de ações para a região, destacando algumas que possam receber financiamento do governo federal. “A meta é um plano de desenvolvimento para o Nordeste, que seja colocado em prática a curto e longo prazo”, disse.

Avanço – A professora e economista Tânia Bacelar, representante da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), acredita que está se dando um importante passo para avançar com políticas públicas que possam ajudar na melhoria da qualidade de vida dos nordestinos. Ela defende que todos estejam unidos em torno de projetos comuns, porque passam a atuar com mais forças.

“Todas as vezes que os governadores se reúnem e tentam construir uma agenda negociada é uma coisa boa. O pior seria não se reunir e disputar os mesmos investimentos”, afirmou. Ela disse ainda que outras potencialidades do Nordeste ainda não aproveitadas a contento são os setores do turismo e da cultura. “Não temos apenas sol e água quente, mas gente com uma incrível capacidade cultural de criar”, disse.