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Secretaria de Saúde já realizou 71 transplantes este ano

terça-feira, 17 de maio de 2011 - 12:38 - Fotos:  Robério Gadelha

Diretora geral da Central de Transplante da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro Foto: Robério Gadelha

A Central de Transplante da Paraíba realizou 71 transplantes este ano. Até esta terça-feira (17), 12 transplantes de rins, 57 de córnea e dois de fígado já haviam sido realizados. Nesta quinta, o 13º procedimento está marcado para acontecer no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande.

Ainda de acordo com a Central, 14 pessoas estão esperando por córnea, 315 por rim, 19 por fígado e quatro por coração. A diretora geral da Central de Transplante da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro, disse que o tempo de espera para receber um desses órgãos ou tecido é de menos de um mês para uma córnea, três meses para um fígado ou coração e de cinco a oito anos para um rim. Depois de ser retirado do doador, o tempo ideal para o fígado ser transplantado é de 12 horas. Já os rins, o prazo é de 24 horas e o coração apenas quatro horas.

Um único doador pode ajudar a salvar a vida de mais de 10 pessoas. Podem ser doados: as córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue), pele e válvulas cardíacas. Gyanna Lys Montenegro explica que qualquer pessoa pode ser potencial doadora de órgãos, bastando que comunique esse desejo a seus familiares ainda em vida.

“A família é quem decide por uma possível doação. É importante que as pessoas, ainda em vida, tomem uma decisão sobre a doação de órgãos e comuniquem a seus familiares. Na hora da dor, é muito difícil para uma pessoa decidir se vai autorizar a doação dos órgãos de um parente seu. “Mas, se esse parente já tiver manifestado esse desejo em vida, essa decisão será mais natural”, garante.

A Central de Transplante da Paraíba dispõe de uma equipe de neurologistas e de um serviço de arteriografia cerebral para detectar o mais rápido possível a morte encefálica (que acontece quando o sangue deixa de circular no cérebro) e com isso a Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante se encarrega de manter o potencial doador com o coração batendo, enquanto outra equipe informa a família sobre o quadro de saúde do paciente e para fazer o trabalho de convencimento para que seja  autorizada a doação.

A morte encefálica pode ser diagnosticada por meio de exames clínicos que detectam a capacidade de comunicação e resposta aos estímulos cerebrais, e por meio de exames complementares como é o caso da angiografia e do doppler transcraniano. Depois de comprovada a morte encefálica, a equipe médica vai trabalhar para manter os outros órgãos funcionando, por meio do tratamento intensivo, enquanto que a equipe da central de transplante se encarrega de fazer a abordagem da família para que autorize a efetivação da doação.

Para mais informações sobre doação de órgãos, os interessados podem acessar o endereço eletrônico www.saude.pb.gov.br/transplante ou ligar para a Central de Transplante nos telefones 3244-6192.