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18 de setembro de 2012

Secretaria de Saúde divulga boletim com casos de dengue



A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (18), o boletim epidemiológico com os casos de dengue no Estado. Os dados mostram que catorze municípios respondem por mais de 74,3% das notificações. A capital com 4.159 casos lidera o ranking, seguido de Cabedelo com 1.435, Patos com  473, Bayeux com 246 e Catolé do Rocha com 185 casos. Com o objetivo de combater, controlar e prevenir a dengue, o Governo do Estado vem realizando um trabalho de parceria com todos os municípios paraibanos.

De acordo com o boletim, o Estado apresenta um total de 10.407 notificações até o dia 13 de setembro, sendo que destas 2.162 já foram descartadas. São 4.827notificações de dengue Clássica; 111 casos de dengue com complicação e 46 casos de Febre Hemorrágica da dengue.

Talita Tavares explica que a dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. “Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge à necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas de acordo com a Portaria 104 do Ministério da Saúde”, explicou. A sinalização destas situações deve ocorrer ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

Capacitação – A Gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES   informa que desde o início desse ano que os técnicos  do Setor de Vigilância Epidemiológica foram capacitados para realizar o manejo clínico da doença. Ela explica que o manejo clínico da dengue parte da suspeita clínica da doença, cujos sintomas podem se confundir com o de outras doenças.  Talita Tavares destaca que a observação cuidadosa do paciente, principalmente o monitoramento do surgimento dos sinais de alarme, é primordial para o desfecho positivo do caso. A maior atenção deve ser dada à hidratação do paciente, seja por via oral, seja quando indicar hidratação venosa. Um sintoma importante é a dor abdominal, que pode simular um quadro de abdômen agudo.

“Sempre é hora de relembrarmos os sinais de alerta que indicam a possibilidade de quadros graves como: dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; tonturas ao levantar (hipotensão postural); diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5); fígado e baço dolorosos; vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes; extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;  pulso rápido e fino; agitação e/ou letargia; diminuição do volume urinário; diminuição súbita da temperatura do corpo e desconforto respiratório.