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30 de setembro de 2013

Secretaria de Estado da Saúde promove seminário sobre peste bubônica



A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio das Gerências de Vigilância em Saúde e Ambiental, promove, nesta quarta-feira (2), o “Seminário sobre Estratégias da Vigilância da Peste em Áreas de Foco Naturais”, para apoiadores das 2ª, 3ª, 4ª, 11ª, 12ª Gerências Regionais de Saúde e coordenadores de vigilância epidemiológica e ambiental dos municípios endêmicos. O evento acontece no Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest ), no bairro de Jaguaribe, na Capital, das 8h30 às 16h.

Doutora Alzira Almeida, pesquisadora e Coordenadora do Serviço de Referência Nacional em peste bubônica, do Centro de Pesquisas Ageu Magalhães/FioCruz Pernambuco, com sede em Recife. será a palestrante convidada. “A ideia é fortalecer as vigilâncias epidemiológica e ambiental, junto aos municípios endêmicos”, explicou Anna Stella Pachá, chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas, da SES.

Os municípios endêmicos que participarão do evento são: na 2ª GRS (Araruna; Cacimba de Dentro;Borborema;Casserengue;Solânea;Serraria,Pilões e Bananeiras); na 3ª GRS (Alcantil; Lagoa Seca; Remígio;Algodão de Jandaíra; Massaranduba; Santa Cecília; Arara; Matinhas; Serra Redonda;Areia; Montadas; Soledade;Areial; Natuba; Umbuzeiro;Aroeiras; Olivedos; Campina Grande; Pocinhos; Esperança; Puxinanã; Fagundes; Queimadas;Gado Bravo; São Sebastião de Lagoa de Roça); da 4ª GRS (Barra de Santa Rosa; Baraúna;Cubati; Cuité; Damião; Frei Martinho; Nova Floresta; Nova Palmeira; Pedra Lavrada; Picuí; Seridó; 11ª GRS (Manaíra e São José de Princesa) e 12ª GRS  (Salgado de São Felix).

O Programa de Controle da Peste (PCP), da SES, desenvolve rotineiramente ações de Vigilância epidemiológica nestes 47 municípios, que fazem parte do foco natural de Peste da chapada da Borborema, realizando também intervenções eventuais de ataque, de acordo com os índices de alarme sugestivo de possibilidade de ocorrências, tanto em animais quanto em humanos. Na Paraíba, o último surto da peste bubônica ocorreu em 1986, sendo esse o ultimo ano de ocorrência no Estado.

O Programa de Controle da Peste (PCP) é composto de quatro atividades de campo: busca ativa de casos humanos; captura de roedores e pulgas; sorologia de carnívoros domésticos e desinsetização de domicílio.
A peste bubônica é uma doença grave e, muitas vezes, fatal, causada pela bactériaYersínia pestis, que é transmitida aos seres humanos por animais roedores, especialmente os ratos. A maioria dos indivíduos quando não recebe tratamento, morre nas 48 horas que sucedem o início dos sintomas (aumento dos linfonodos, que deixam a pele enegrecida nas axilas, virilhas e/ou pescoço; febre alta; intolerância à luz; apatia; tremores pelo corpo; vertigens; cefaleia; cansaço; aumento da frequência cardíaca e tosse inicialmente seca e depois com sangue).

A pulga que infesta alguns tipos de ratos após levá-los a morte pode migrar para outros corpos atrás do seu alimento, o sangue. Após picar a pele do ser humano a bactéria da pulga instala-se no nódulo linfático mais próximo e multiplica-se ali gerando todos os sintomas relacionados a esta doença.