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Secretaria de Estado da Saúde participa de sessão na Assembleia Legislativa sobre microcefalia

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 - 10:12 - Fotos:  Ricardo Puppe

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) participaram, nessa terça-feira (24), da sessão especial sobre microcefalia, na Assembleia Legislativa da Paraíba. Além dos deputados estaduais, participaram da sessão integrantes do Ministério Público e outros órgãos.

Na ocasião, a gerente executiva de Atenção à Saúde da SES, Patrícia Assunção, trouxe esclarecimentos sobre a microcefalia no Estado. Até o dia 20 de novembro, 104 casos de microcefalia foram notificados na Paraíba. Desse total, 50 em João Pessoa, cidade que apresenta o maior número de casos da doença em nível estadual.

“A Secretaria de Saúde reforça que todos os casos estão sendo investigados e notificados de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. Definimos um protocolo clínico e estamos trabalhando na investigação, triagem e acompanhamento das gestantes e crianças com microcefalia” enfatizou Patrícia. Ela ainda parabenizou o papel da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa que vem propondo o debate de temas de grande relevância para a população.

A audiência pública foi proposta pelo deputado estadual Ricardo Barbosa, presidente da Comissão de Saúde da AL. “Essa audiência busca colaborar para que se encontrem as melhores sugestões e formas de enfrentar esta doença. Devemos encarar a microcefalia como algo grave e que precisa da colaboração de todos, rumo a uma solução”, ressaltou Barbosa.

Durante a sessão, foi discutido o papel das secretarias de saúde nas notificações e a investigação da relação entre a microcefalia e o zika vírus. A sanitarista de Pernambuco, Rosemeire Ribeiro, destacou que não é possível fechar diagnósticos no momento, todas as possibilidades precisam ser investigadas. “Para haver enfrentamento da doença é preciso ter a união dos poderes. Temos que combater os focos do mosquito transmissor da dengue e zika para diminuir os riscos de sequelas destas doenças”, concluiu.

O cuidado com as gestantes também foi um ponto abordado durante a audiência pública na Assembleia Legislativa. Para a promotora da Saúde, Maria da Graças Azevedo, as mães precisam de um pré-natal com toda a assistência e em caso de microcefalia, ela deve ser encaminhada para um acompanhamento especial. Ela ainda pediu a colaboração de todos no combate ao transmissor da dengue, chikungunya e zika. “A saúde pública é antes de tudo educação. É preciso investir na prevenção, vamos fazer nossa parte, colaborar com a vigilância ambiental e ajudar a combater os focos de doenças.”

O diretor geral do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, Bruno Leandro, lembrou que não existe nenhuma recomendação por parte do Ministério da Saúde ou das secretarias de saúde para que as mulheres não engravidem, o foco é enfatizar a importância de um pré-natal bem feito, além de incentivar medidas a fim de evitar a picada de mosquitos.

O Estado possui um plano de combate à dengue que busca a eliminação de vetores da dengue, zika e chikungunya, independente de haver ou não uma relação com a microcefalia. “O Governo faz mobilizações, investe na qualificação dos profissionais de saúde e na aquisição de novos equipamentos para prevenir e eliminar os mosquitos, porém é fundamental o apoio de toda a população”, disse a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento.