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20 de outubro de 2017

Secretaria de Estado da Saúde desenvolve várias ações de combate a sífilis



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES)/Núcleo de IST/Aids, está promovendo uma série de atividades com o objetivo de alertar a população sobre a importância da prevenção e realização do Teste Rápido de Sífilis durante a gestação, que pode ser feito em 100% das Unidades de Saúde da Família, em todo estado. Neste sábado (21), o Brasil vivencia, pela primeira vez, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, doença sexualmente transmissível e que, se a mãe estiver infectada, pode transmitir para o filho, podendo causar má formação do feto, aborto ou morte do bebê.

Neste mês de outubro, os municípios paraibanos foram estimulados a falar com a população sobre a doença. A SES promoverá, no município de Itabaiana, atividades que marcarão o encerramento do mês alusivo ao combate da sífilis. No dia 31 de outubro, será realizada uma oficina de atualização do protocolo das IST, para profissionais da Atenção Básica e no dia 1º de novembro, será um dia de atividade, em praça pública, com teste rápido, distribuição de preservativos e de informações, além de um grupo cultural que fará uma apresentação dentro da temática.

A mesma oficina foi realizada, em Sousa, nos últimos dias 17 e 18, de outubro, para os profissionais de Sousa e de Pombal. Ainda no dia 18, houve palestra no Conjunto Ernani Sátiro, na Escola Profissionalizante Osvaldo Pessoa, para alunos do Curso Técnico de Análises Clínicas, sobre prevenção às ISTs/Aids/Hepatites, com distribuição de preservativos.

A SES ainda promoveu oficina para os profissionais de Campina Grande e Mamanguape, com resultado bastante positivo. “Atualmente, Mamanguape é o único município paraibano que trata a sífilis toda na Atenção Básica, em todas as 18 Unidades de Saúde da Família (USF). E isso passou a acontecer logo após a oficina. Ficamos muito satisfeitos”, disse a responsável técnica do Núcleo das IST/Aids, Joanna Ramalho.

Segundo Joanna, o tratamento na Atenção Básica é a principal luta da SES. “Para que isso ocorra, precisa de comprometimento dos gestores e sensibilização dos profissionais para entender que o tratamento na Atenção Básica é o melhor caminho”, disse.

Dados de Sífilis na Paraíba – De acordo com dados do Núcleo, em 2017 (de janeiro a 6 de outubro), já foram notificados 330 casos de sífilis em gestantes; 642 de sífilis congênita e 295 bebês que nasceram com a doença. Destes, 20 morreram.

Sobre a doença – A sífilis em gestante é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. De transmissão sexual e vertical, que pode produzir, respectivamente, as formas adquirida e congênita da doença.

A maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Isso ocorre devido à ausência de sintomatologia, dependendo do estágio da infecção. Quando não tratada, a sífilis pode evoluir para formas mais graves, especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

Já a sífilis congênita é a consequência da disseminação do Treponema pallidum pela corrente sanguínea, transmitido pela gestante para o seu bebê. A infecção pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, e o risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.

Um bebê infectado pode nascer sem sinais da doença. Porém, sem tratamento imediato, a criança pode ter vários problemas, desenvolvendo feridas na pele, febre, icterícia, anemia ou inchaço no fígado ou baço, sofrer convulsões ou até mesmo morrer.

A doença tem tratamento e cura. Os exames de diagnóstico para a sífilis congênita são o VDRL, raio-X de ossos longos, hemograma e punção lombar, avaliação oftalmológica e audiológica. O tratamento é realizado com Penicilina.