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7 de janeiro de 2014

Governo implanta programa para corrigir distorções entre idade e série dos alunos da rede estadual



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), inicia no mês de janeiro o programa “Caminhando”, que é voltado para crianças entre 13 e 17 anos com distorção entra a idade que tem e a série em que está na escola. O programa terá início neste mês de janeiro e deverá estender-se até dezembro de 2015. ao todo, 438 escolas da rede estadual de toda a Paraíba serão contempladas, beneficiando 44 mil alunos nos últimos anos do Ensino Fundamental.

O objetivo principal do projeto é corrigir a queda de matrículas no Ensino Médio, por conta das seguidas repetições de jovens durante o Ensino Fundamental. Para a secretária de Estado da Educação, Márcia Lucena, o “Caminhando” deverá corrigir este fluxo de aprendizado dos estudantes. “Esse projeto é uma das novidades que temos para este ano. Trata-se de uma correção de fluxo para estudantes de 13 a 17 anos que ainda estão no Ensino Fundamental. O programa acontece nos moldes do Telecurso, realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho, onde estaremos ofertando 44 mil vagas”, contou.

De acordo com a gerente de Educação Infantil e Ensino Fundamental da SEE, Aparecida Uchôa, as primeiras ações terão início ainda neste mês. “Começaremos provavelmente na última semana de janeiro, onde pretendemos realizar o primeiro encontro de formação com os professores e a partir daí localizar as escolas e reunir os alunos, que estão divididos em várias turmas, agrupar em uma específica para começar as aulas”, detalhou.

Aparecida Uchôa explicou ainda que o “Caminhando” surgiu no Ministério da Educação (MEC) devido ao grande índice de distorção idade/série detectado em todo o país, nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. “Esses alunos ficaram muito tempo detidos no 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Então, diante desse desafio, o programa foi lançado nacionalmente em parceria com a Fundação Roberto Marinho, numa ação partilhada por meio do Plano de Ação Articulada (PAR) com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para os Estados que apontavam uma distorção idade/série muito grande”, relatou a gerente.

O MEC financiará por meio do PAR todos os equipamentos, mobiliário e material pedagógico, enquanto os Estados entram com a formação de professores, monitoramento e as reuniões técnicas. “Nós fomos ao Rio de Janeiro conhecer o trabalho desenvolvido em algumas escolas e trouxemos a proposta que é excelente”, disse Aparecida Uchôa. As aulas serão ministradas por meio de teleaulas e terão acompanhamento de um professor orientador de estudos. “Trata-se de um Telecurso, porém, totalmente diferente do que passa na TV e é conhecido pelo público. São teleaulas com um material voltado especificamente para a juventude, assim como o material de pesquisa, produzido de acordo com cada Estado”, disse.

O programa já é realizado no Rio de Janeiro, Acre, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo e será dividido em módulos, sendo três para o Ensino Fundamental e quatro para o Ensino Médio. No último módulo, os alunos terão ainda iniciação para o trabalho, com disciplinas como Empreendedorismo Jovem, Protagonismo Juvenil, de acordo com Aparecida. “Além disso, terão sala de aula específica, não com carteiras, mas com mesas redondas, onde farão os trabalhos sempre em grupo e terão avaliação diferenciada por meio de seminários”, destacou a gestora.