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Secretaria da Saúde pretende vacinar 300 mil crianças contra a pólio

quarta-feira, 16 de setembro de 2009 - 12:46 - Fotos: 
‘Não dá para vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar’. O slogan da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, que será aberta no Complexo Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, neste sábado (19), é um alerta aos pais.

A vacina tem eficácia de até 95% e, para garantir a proteção contra a doença, é preciso que a criança tome todas as doses oferecidas nas campanhas anuais e não apenas as três previstas no calendário básico de vacinação. Na Paraíba, pelo menos 95% das 316.743 crianças menores de 5 anos devem tomar o reforço da vacina, nesta campanha.  

Walter Albuquerque, coordenador do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), explica que quanto maior o número de doses recebidas, mais chances a criança terá de se proteger do poliovírus selvagem. A doença se caracteriza por febre, mal-estar, dor de cabeça e ataca o sistema nervoso central, podendo causar paralisia do diafragma e dos membros inferiores.

“Tem criança que ao tomar a primeira dose da vacina já se protege contra as três cepas do vírus, outras só se protegem contra uma ou duas, por exemplo, e existem ainda aquelas que não conseguem se proteger da primeira vez contra nenhuma cepa. Isso vai depender da predisposição do organismo da criança, no momento em que ela receber a vacina. Por isso, é tão importante que ela seja vacinada em todas as campanhas, até os 5 anos de idade”, disse.

Anticorpos – Pelo calendário básico de vacinação, a criança deve tomar três doses da vacina contra a pólio, aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de um reforço, aos 15 meses. Depois disso, ela deve ser imunizada duas vezes por ano, durante as campanhas promovidas pelo Ministério da Saúde, até os 5 anos de idade.

“Como não há a certeza absoluta de que uma criança formou anticorpos necessários para protegê-la da doença, existem os reforços, através das múltiplas campanhas de vacinação, que servem para dar mais oportunidades ao organismo de desenvolver a sua defesa”, explicou Walter.

Ele lembrou que as crianças com febre acima de 38º, diarréia e vômito intensos, só devem ser vacinadas quando melhorarem o estado de saúde. Também não devem tomar a vacina, as crianças com imunodeficiência. Nesse caso, os pais devem procurar o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), que funciona no ambulatório do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em João Pessoa, para tomar uma vacina equivalente especial.

Abertura oficial – Na Paraíba, a campanha será aberta oficialmente, às 8h30, no Complexo de Pediatria Arlinda Marques, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, e deverá contar as presenças do governador José Maranhão, do secretário da Saúde, José Maria de França e outras autoridades.

Na oportunidade, será oferecido um café da manhã às crianças, com a distribuição de camisetas alusivas à campanha e a apresentação de grupos teatrais e bandas de música. As crianças também poderão se divertir em brinquedos instalados no local. Em todo o Estado, serão montados 520 postos provisórios, além dos mil fixos, que estarão abertos no sábado.  

Outras vacinas – Além da pólio, no ‘Dia D’, também serão disponibilizadas outras vacinas que fazem parte do calendário básico, como BCG (contra as formas graves da tuberculose),  hepatite B, tetravalente (contra tétano, coqueluche, difteria e meningite por Haemophilus tipo B), DPT ou tríplice (contra difteria, tétano e coqueluche), DT (contra tétano e difteria), tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) e rotavírus humano (contra infecção por rotavírus).

O ultimo caso de poliomielite no Brasil foi registrado em 1989, em Sousa, no Alto Sertão da Paraíba, mas ainda há risco de reintrodução do poliovírus no País, por causa da importação de casos provenientes de países endêmicos, como Nigéria, Índia, Paquistão e Afeganistão. A vacina oral contra pólio é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única capaz de viabilizar a erradicação global da doença.  
 

Assessoria de Imprensa da SES-PB, com fotos de Marcos Russo